Curtas, sucessos e desventuras


11/01/2026, 17:07:26
O Marítimo engrenou, mas não se fala. E agora quem atira contra o Presidente? Em ambiente hostil com aldrabões a querer lavar dinheiro, lá se conseguiu estabilidade para a equipa sem que a mudança de treinador tivesse influência. É preciso dar parabéns pela estabilidade? Agora não se fala para o resto, o Marítimo precisa da Primeira Liga como pão para a boca. A estrutura do Marítimo não se aguenta sem a primeira liga, mas mesmo assim... é ver como anda o Nacional. Depois e criar estrutura para dispensar aqueles que tiraram o tapete financeiro nesta região para dar às tacadas.

11/01/2026, 18:21:13
O Madeira Opina foi silenciado, reposto e censurado, o Pravda Ilhéu é perseguido, silenciado e desapareceu, "Os Renovadinhos" só podem ser do PSD, estão firmes e hirtos, mesmo que ninguém leia. Só a leitura oficial ao abrigo do Mediaram está homologada e também toda a horda à volta do poder que pode comentar e ser entrevistado. Os inertes é só futebol, poncha e festas. Desculpe o desabafo.

11/01/2026, 21:25:38
Esta é a nossa seleção. O onze está definido, as bancadas compostas e o árbitro pronto a apitar. Resta saber: quem será eleito o melhor jogador deste campeonato democrático? Na baliza encontramos a posição mais ingrata do jogo. Quando tudo corre bem, ninguém repara; quando algo falha, a responsabilidade é imediata. Vaticina defender a baliza com veia na democracia nunca foi tarefa simples. A defesa apresenta experiência na esquerda a leitura tática, pestana bem aberta ainda que nem sempre acompanhe a velocidade do futebol moderno. Há solidez, mas também alguma dificuldade nas transições rápidas. No centro da defesa destaca-se um jogador habituado a palcos internacionais, com boa saída de bola cotrinco e discurso elaborado, embora por vezes distante do ritmo do campeonato nacional. As alas defensivas da direita cumprem: discretas, sem rasgos ofensivos, mas fiéis ao sistema como uma correia. No meio-campo, a equipa equilibra-se entre jogadores posicionais e outros mais versáteis, capazes de mudar de função conforme a necessidade nem sempre por convicção, mas por adaptação. Na ala esquerda mantém-se uma aposta persistente, fiel a um modelo ou género que resiste às mudanças do jogo, confiando que a coerência acabará por compensar. Com a camisola 7 surge o jogador mais falado do plantel. Não é consensual, mas é impossível ignorá-lo. Vive da reação das bancadas numa aventura onde acredita que o jogo se decide mais na emoção do que na estratégia. O criativo da equipa traz imaginação e espetáculo, Ena pá 2026, mesmo que nem sempre transforme inspiração em resultado prático. Na frente de ataque, há quem apareça em posição duvidosa num ponta de lança seguro, quem jogue para os holofotes mesmo que não marque's e a quem pinto que prefira assistir em vez de finalizar. No banco ficam os suplentes impedidos de entrar, não por falta de vontade, mas por decisão regulamentar. No fim, como em tantas épocas, o jogo decide-se menos pelo brilhantismo individual e mais pela paciência ou pela exaustão do público.

António Ferreira