Sai um PDM feito à medida dos amigos do betão de Albuquerque.


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M iguel Albuquerque, enquanto presidente do Governo Regional da Madeira, anda a prometer mudanças ao Plano Diretor Municipal (PDM) do Funchal sob o pretexto de que está “mal concebido” e precisa de ser adaptado para acolher investimentos à espera de luz verde. Mas por trás dessa retórica de “agilizar o urbanismo” esconde-se um velho hábito político de sacrificar o ordenamento do território e o interesse público em prol da especulação imobiliária e dos grandes grupos económicos da construção. 

Como sempre, Miguel Albuquerque que não governa para madeirenses, invoca-os para obter lucro para os seus amigos da construção civil, alguns com a Justiça à perna como ele. Não há dinheiro que não cure essa maleita, o passaporte já está na mão.

É inquietante que um plano aprovado com estudos técnicos e ambientais, que deveria orientar o crescimento urbano de forma sustentável, seja visto por aqueles no poder como um obstáculo a remover para facilitar mais betão, mais luxo e mais lucro fácil para promotores. O PDM que Albuquerque quer é com Estudos de Impacto Ambiental da mulher do UNESCO nas Ginjas? É para normalizar e ainda progredir mais nas ousadias do ex vereador, agora colado a paredes meias?

Este alinhamento entre a política regional e interesses do sector imobiliário não acontece num vácuo, a Madeira tem um historial de polémicas ligadas a grandes obras e decisões urbanísticas questionáveis, e o próprio Albuquerque já foi implicado em investigações judiciais que envolvem suspeitas de favorecimentos e abuso de poder relacionados com obras públicas e ligações ao mundo empresarial da construção.

A insistência em desmontar instrumentos de planeamento em nome de “investimento” corre o risco de transformar a ilha numa vitrine para projetos megalómanos, em vez de proteger quem vive aqui. Vai haver mais 20 de fevereiros, amanhã, daqui a um século, mais frequentes... a paisagem será uma anedota em tudo contra os ensinamentos de Óscar Niemeyer?

Em vez de defender as comunidades e o seu ambiente, como seria de esperar de um líder responsável, este tipo de abordagem alimenta a sensação de que a governação está mais ao serviço dos “betoneiros” do que das pessoas. Mais uma vez!

Deixem o PDM da mão, quem o fez foi de forma honrada e está a ser conspurcado. Albuquerque que vá tratar do miserável Subsídio Social de Mobilidade, mal parido por um arrogante e incompetente, que ainda não acabou de lesar os madeirenses, agora controlados na sua própria terra até nas horas de lazer e relaxamento na serra.

Governo de corruptos e incompetentes.