E stamos num momento em que parece que todos alimentam o populismo da extrema-direita, é por aí que se polariza e se chega aos "magníficos" resultados eleitorais. O PSD às vezes parece que não serve os eleitores, na Madeira e no continente.
Luís Montenegro acha-se o moralista na questão do Subsídio Social de Mobilidade (SSM). Ponha-se a pau, o Chega vai ganhar as Legislativas Nacionais na Madeira, agora diz-se e ninguém goza. Mas também acho que vai progredir na Madeira, porque a génese da maioria dos novos problemas no pós Covid na Madeira, na sociedade madeirense, tem um nome: Eduardo Jesus. Se Albuquerque for teimoso como Montenegro, não perde pela espera. A estupidez nasce quando se enche os jornais de mentiras e se acredita nelas, para censurar todos os que dizem a verdade.
Quero enviar uma mensagem aos social democratas, nos Governos Socialistas, vocês por nada fazem banzé, com esta situação do SSM, colaram-se à oposição e estão de bico calado. Governos socialistas são bem melhores para a Madeira, por isso, pondo os madeirenses lúcidos de parte, bem feito para social democratas e miras.
Esta é uma questão central no debate sobre a coesão territorial e a igualdade de direitos entre os cidadãos das Regiões Autónomas e os do Continente. A premissa de Luís Montenegro introduz uma diferenciação administrativa que levanta sérias dúvidas constitucionais e éticas. Mesmo assim insiste.
Senhor Montenegro, vou lhe dar uma lição, a sério! Não me parece cotado para Primeiro Ministro, mas estamos num tempo em que qualquer coisinha manda.
A dívida como impedimento. A nova regulamentação do Subsídio Social de Mobilidade (SSM) impõe que, para receber o reembolso da viagem aérea, o passageiro não pode ter dívidas à Segurança Social ou às Finanças. O facto é que o SSM não é um "apoio social" por carência, mas sim um mecanismo de compensação da insularidade. É incoerente condicionar o reembolso à situação fiscal, o Estado está a usar o direito à mobilidade como uma ferramenta de cobrança coerciva, o que não acontece em mais nenhum setor de transporte público!
Este ilhéu tem uma "questão" para lhe devolver. Afinal sempre somos portugueses de segunda, cresce Chega, o que diz do contraste com o continente, falemos de Passes e Transportes Urbanos no continente. Se aplicarmos a lógica de Luís Montenegro aos transportes no Continente (Cacilheiros, Metropolitano de Lisboa/Porto, CP ou Carris), o sistema colapsaria por absurdo.
No Passe Navegante/Andante, o Estado subsidia fortemente estes passes (o passageiro paga 30€ ou 40€, mas o custo real é muito superior). Nunca é pedida uma certidão de não dívida no momento da compra ou renovação do passe. Pois não?
Cacilheiros e Comboios. Um cidadão, com uma dívida de 50€ às Finanças, pode atravessar o Tejo ou apanhar o Alfa Pendular beneficiando do investimento público nas infraestruturas sem qualquer impedimento. Então, como é possível à luz das regras do SSM. Vai passar a cobrar?
Luís Montenegro, é agora que chegas à categoria de "cubano". Na Madeira e Açores, a "estrada" é o ar. Impedir o reembolso a quem tem dívidas é o equivalente a impedir um cidadão de Sintra de circular na IC19 por ter o IMI em atraso.
Tens poder, segue em frente, depois vamos cobrar a cada um dos idiotas que governam assim. Não é acaso o Chega crescer.
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