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O faroeste da ignorância.

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Apoiantes do CHEGA e do IL berram "vamos acabar com o socialismo" e, quando se explica o que isso significa na vida real, ficam espantados: "ah, mas é isso? Não é como na Venezuela?"

Na Europa não existe um socialismo à moda revolucionária. Existe, no máximo, social-democracia — e esta tem encolhido. O que há são medidas concretas inspiradas por ideias socialistas que protegem a vida quotidiana e criam equilíbrio social. Quando os bilionários, via alguns partidos, vendem a ideia de "acabar com o socialismo", não falam de palavras de feira: falam de pôr fim a políticas reais que garantem direitos e transferem riqueza para o topo.

Tudo isto é, em essência, herança socialista ou resultado de lutas sociais: jornada de oito horas, semana de cinco dias, descanso semanal, férias pagas, feriados pagos, subsídios, proibição do trabalho infantil, escola pública obrigatória e gratuita, salário mínimo, contratos escritos, regras contra a precariedade, pagamento de horas extra, proteção contra despedimentos injustos, indemnizações, seguro de acidentes, licenças médicas, licenças de maternidade e paternidade, igualdade salarial, direito à greve, liberdade sindical, contratação colectiva e convenções setoriais.

A defesa destes direitos não é nostalgia; é sobrevivência colectiva. Se, depois disto, ainda repetes "acabar com o socialismo", então és masoquista, ou és um dos privilegiados, ou és burro.

Aos cidadãos que votaram: obrigado. A vossa participação é um acto de responsabilidade democrática. Agradeço, em particular, às mulheres e aos homens que confiaram em António José Seguro e afirmaram uma visão de integridade, estabilidade e respeito pelas instituições.

O resultado do primeiro turno é um sinal claro de confiança. Avançar para a segunda volta representa uma responsabilidade que devemos honrar sem triunfalismos.

Agora é tempo de união e alargamento. Convido quem já nos apoiou e os indecisos a juntar-se a este projecto sério e digno. Precisamos de calma, determinação e de alargar esta maioria cívica. No dia 8 de Fevereiro de 2026, juntos, podemos reforçar este mandato e eleger um Presidente que sirva a República com independência, equilíbrio e autoridade moral. Vote António José Seguro.

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