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Quando o GR cria o "Transparência e Corrupção", a PJ ataca com mais efetivos organizados.

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Quando o Governo brinca à honestidade com o faz de conta do Conselho Executivo do Gabinete Autónomo da Transparência e da Corrupção (link), a PJ responde com mais efetivos.

Quando a PJ precisa de uma equipa exclusiva, o problema já não é coincidência, é sistema, e é grave. A Polícia Judiciária criou uma task force só para a Madeira. Quando a Justiça dedica recursos exclusivos a uma região, é porque a gestão política deixou de ser ruído e passou a ser risco.

  • PJ cria equipa só para investigar casos de corrupção na Madeira:
    https://www.publico.pt/2026/01/24/sociedade/noticia/pj-cria-equipa-so-investigar-casos-corrupcao-madeira-2162332

Miguel Albuquerque responde como sempre: normaliza. Tudo é legal, tudo é estratégico, tudo é “para o bem da Região”. É o manual clássico da má gestão pública: enquanto se fala em visão, empurra-se o problema para a frente e vende-se património para tapar buracos criados atrás.

O caso do hospital é exemplar. Construção nova, custos a disparar, perguntas sem resposta. Solução? Vender o hospital existente para pagar o novo.

Isto não é estratégia financeira, é contabilidade de desespero com perfume político. Quando um governo começa a alienar ativos essenciais para justificar projetos opacos, o alarme já devia estar a tocar há muito.

E não, apoiar a task force da PJ não é atacar a Madeira. É o contrário. Atacar a Madeira é tratar os madeirenses como público passivo, convence-los de que suspeitas recorrentes são “perseguições”, e que vender património público é sinal de boa governação.

Transparência não se decreta em conferências de imprensa.

Constrói-se com investigação independente, escrutínio sério e líderes que não confundem poder com propriedade.

Se a PJ achou que era preciso uma equipa só para isto, talvez esteja na altura de o povo madeirense fazer a pergunta mais simples, e mais incómoda:

porquê?

Porque quando a política precisa de ser investigada em regime de exclusividade, o problema já não é jurídico. É ético. E é urgente. Venham mais cinco que o madeirense já nao aguenta mais tanta corrupção normalizada. Obrigada PJ!

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