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embram-se da propaganda do Porto Santo verde que a comunicação social foi cobrir, um projecto para o Porto Santo porque seria fácil de implementar ? ... consumimos tanta propaganda. A análise do consumo recorde de combustíveis na Madeira, atingindo o máximo de 15 anos, revela uma contradição profunda entre o discurso da transição energética e a realidade económica da ilha.
O gráfico de barras apresentado é esclarecedor, o volume total de combustíveis introduzidos no consumo em 2025 (170,2 milhões de litros) superou quase todos os anos da última década e meia. Este dado é a prova cabal da insustentabilidade do modelo atual, onde a "invasão" de carros elétricos não passa de um efeito placebo que não consegue travar a sede de combustíveis fósseis.
A responsabilidade recai, de forma severa, sobre o setor das rent-a-car! E Eduardo Jesus!
As operadoras de aluguer de viaturas continuam a priorizar frotas a combustão por pura facilidade logística. Para estas empresas, é mais simples gerir um parque automóvel que se abastece em 5 minutos do que investir na infraestrutura e no tempo de espera que a carga elétrica exige. É o "Turismo de Combustão" que um dia vai explodir. Num território limitado como a Madeira, o volume de quilómetros percorridos por turistas em carros alugados a gasóleo e gasolina anula qualquer esforço dos residentes que optam por veículos mais limpos. O lucro imediato da gestão facilitada do parque automóvel sobrepõe-se à preservação do ecossistema que atrai esses mesmos turistas.
Se o consumo de gasóleo rodoviário caiu apenas 0,6% face a um ano de crescimento turístico, enquanto as gasolinas subiram quase 6%, torna-se evidente que o setor das rent-a-car (os maiores utilizadores de frotas ligeiras a gasolina) está a boicotar qualquer projeto ambiental sério para a região.
O consumo recorde não é apenas um número estatístico, é a prova de que a sustentabilidade na Madeira é uma miragem, uma cegueira pelo lucro, onde o setor económico mais dependente do território é precisamente aquele que mais contribui para o seu desgaste ambiental, recusando-se a abandonar o modelo arcaico dos combustíveis fósseis por questões de mero conforto operacional.
Que lindos resultados de Eduardo Jesus, carestia, afastamento dos madeirenses das serras, subsídio social de mobilidade para ricos, insustentabilidade dos lixos, águas sujas e poluição atmosférica.
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