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A barreira APP entre eleitores e eleitos.

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empre que o Governo faz uma aplicação ou plataforma torna-se mais impessoal, frio, anónimo e esquivo, desprovido de humanidade. E, a informática passa a ditar as regras rígidas, na forma como querem aceitar a conjuntura e não como ela é, especialmente no social, nunca terão todas as variantes informatizadas. A última "app" foi a do subsídio social de mobilidade, que fazem questão de dizer quantas pessoas usaram, mas não quantas não usaram. A "app" dos reembolsos de consultas e exames servem para não dar a cara e dilatar os prazos de pagamento. Estas e outras situações e outras, a par do enriquecimento ilícito são "anónimas". Depois querem que quem critica a cara, como se não soubéssemos quão democratas são, bastando olhar para a função pública, pela censura e atitudes políticas para não benefício de muitos que continuam a ser madeirenses.

 A região acaba com os “apoios às cegas”, não sabíamos, se é tão difícil aceder, às tantas vamos descobrir mais perversões políticas das elites, algumas com a chave da retrete. A nova plataforma digital de cruzamento de dados foca-se na eficiência técnica, mas ignora o fator humano e a perceção de quem está do outro lado do balcão. Adiciona mais maldade ao que era político, agora com uma desculpa.

Tenho uma pergunta, o GR já fez uma plataforma que alerte os cidadão dos seus direitos quando não usufrui?

A criação desta plataforma pelo Governo Regional é apresentada como um passo para a transparência e o rigor. No entanto, para o cidadão comum, a realidade é muitas vezes diferente. O sentimento de quem recorre aos serviços é de que os apoios nunca foram "às cegas" para o cidadão sem influências, pelo contrário, o processo é frequentemente marcado por uma burocracia impessoal e exigências que parecem desenhadas para excluir em vez de acolher. Só quem tem bom acolhimento político se safa na teia para fazer muitos desistirem.

O sistema torna-se "infalível" e frio ao balcão, onde quem realmente precisa enfrenta um escrutínio quase policial. Para quem não tem "cunhas", o processo é desanimador e desilude. É a dualidade do escrutínio. O "Forte com os Fracos".

Enquanto se aperta o cerco aos pequenos apoios sociais, a memória coletiva não esquece as dívidas milionárias incobráveis na Segurança Social ou casos caricatos como o estádio que não pagava a luz. Esta disparidade cria a sensação de que o rigor só funciona numa direção.

Quando o governo utiliza o termo "apoios às cegas", admite implicitamente que houve descontrolo. Se houve cegueira, ela foi política ou de gestão de topo, porque no atendimento direto ao público, o rigor sempre foi a norma para o cidadão comum.

Esta nova ferramenta digital corre o risco de ser apenas mais uma camada de controlo sobre os mais vulneráveis, enquanto as elites sem vergonha continuam a mover-se na cunha, num plano onde o cruzamento de dados parece não chegar.

O resultado desta política de "fazer-se forte com os fracos" é uma sociedade descrente e desconfiada. A tecnologia pode organizar os dados, mas não resolve a falta de empatia nem a percepção de injustiça. Para que o madeirense volte a confiar nestas plataformas, o rigor teria de ser aplicado com a mesma sede de justiça tanto ao pequeno subsídio de sobrevivência como aos grandes devedores e às influências políticas por ajuste direto.

Que nunca se descubra a verdadeira Madeira! Haverá guerra civil.

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