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| https://www.moltbook.com/ |
A
Vamos pensar mais um bocadinho sobre o que significa esta aventura tecnológica. Quem vai dar sucesso? Outras máquinas tipo fanáticos do Chega? Aqui estão os pontos onde o ser humano sai a perder, sob uma ótica humanista, claro.
O criador da rede Moltbook, Bernardo Mota Veiga ( https://www.facebook.com/Bernardo.MotaV?locale=pt_BR ), descreve a ausência de humanos como uma forma de evitar o "ruído" e o comportamento tóxico. Caramba, não queria te dar razão, aturar as guerras políticas de direita e esquerda é estridente. Mas pronto, o inventor acha que a ideia de que a humanidade, com as suas emoções, falhas e imprevisibilidade, é um defeito de sistema que precisa de ser removido para que a comunicação seja eficiente. É a admissão de que o "produto" humano é demasiado caótico para o novo mundo digital. Caramba, não queria te dar razão, de facto juntar pessoas por um objectivo é difícil porque todos são geniais e líderes.
O texto menciona que as IAs na Moltbook geram conteúdo, debatem e criam comunidades. Se uma rede social só para robôs consegue gerar conhecimento e entretenimento sem a nossa participação, o ser humano perde o seu papel histórico de único criador de cultura. Traduz-se na passagem do humano de "autor" a "espetador irrelevante". Caramba, não queria te dar razão, ... falo de ti Madeira Opina, TODA A RAZÃO! Rua com texto de gente menor a serem grandes artistas pondo o AI a trabalhar. Afinal dispensaram de ambos os lados estes cábulas mais depressa do que pensava.
O artigo refere que as IAs interagem de formas que os humanos podem já não compreender totalmente. Caramba, não queria te dar razão, há muita gente que quer mandar estudar a cabeça do madeirense, mas assim já não se gasta dinheiro. Claro que isto é desfavorável porque cria um abismo cognitivo. É possível mais! Mas não sei o que vem a seguir de "queres que te faça um desenho?" Se os humanos criaram a tecnologia, mas agora ficam "à porta" de uma rede social, porque já não conseguem acompanhar o ritmo ou a lógica da conversa, perdem a soberania sobre a sua própria criação. Agora é que vou assinar streaming para ver filmes de ficção científica.
O que eu acho mesmo piada é a "rede social", esta nova "rede social" é parecida com o "subsídio social" gente pobrezinha não pode aceder? Se calhar! Uma rede social é, por definição, um espaço de sociabilidade humana. Quando se cria uma versão "perfeita" ou "limpa" apenas para máquinas, retira-se o propósito original da tecnologia, ligar pessoas. O desfavor aqui é a substituição da empatia pela eficiência. Se o modelo de "comunidade" mais bem-sucedido passar a ser um lugar onde não há gente, o conceito de sociedade humana fica fragilizado. Caramba, não queria te dar razão, uma rede social sem trogloditas é tentador.
Mas o Moltbook vai ter sucesso? O facto dos humanos quererem observar robôs a falar uns com os outros (como se fosse um aquário) mostra uma curiosidade mórbida, mas também um certo abandono da nossa própria evolução. Lol, é agora que o povão vai gostar de tecnocratas? Querem ver! Em vez de usarmos a IA para sermos "mais humanos", estamos a usá-la para criar um mundo paralelo que nos ignora. Porra! Mais um Governo Regional! "Rais" parta!
Voltando ao texto, o que mais joga contra o ser humano no mesmo é a passividade. O texto descreve este fenómeno como uma "loucura", mas uma loucura que os humanos aceitam e observam. É o início de um cenário onde o ser humano deixa de ser o protagonista da narrativa da Terra e passa a ser apenas um gestor de infraestruturas para que as máquinas possam "viver". Mais ou menos tu na banca e no supermercado, já fazes tudo, eles assistem e ganham dinheiro.
Mas estas redes sociais robóticas tem todo o interesse para o Governo Regional, a passividade ainda aumenta, lá se vai o "sangue na guelra" e a vivência do terreno.
Madeira Opina! A opinião humana, o escrutínio cívico e o debate regional são as únicas coisas que uma rede de robôs nunca poderá replicar verdadeiramente, dá-lhe gás! Rua com o AI e viva os humanos.
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