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Albuquerque continua a somar suspeitas. Mais acusações?

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convergência de dados entre o jornalismo de investigação, os relatórios de auditoria e a atualidade política vão desenhando um cenário onde o "caso Madeira" parece ser apenas a ponta do iceberg de uma rede de influências que transformou a solidariedade social num negócio de milhões, operado à margem da lei e da ética. Já avisaram nas páginas do Madeira Opina que não morremos de amores pelo que simboliza Albuquerque e que talvez tenha ganho as últimas Regionais por termos uma oposição miserável, no entanto, como nada acontece, Albuquerque prossegue... mas há um fenómeno à espreita. Como a oposição é fraca, o Chega no seu populismo e frases secas cavalga. Nunca se sabe o que o eleitorado poderá fazer um dia, aquele que no espaço de 15 dias deu a vitória a Ventura e depois a Seguro, mas certamente que Albuquerque na impunidade da imunidade está a semear.

A acusação de que a filha de Miguel Albuquerque, Sara Albuquerque, recebeu vencimentos da Atalaia Living Care enquanto residia na Suécia, sob o pretexto de angariar idosos estrangeiros, levanta sérias dúvidas sobre a idoneidade da gestão. A fundamentação de que este serviço justificaria o salário cai por terra perante a realidade, fontes indicam que nunca foi visto um idoso sueco nas instalações e que a própria Sara nunca terá estado na IPSS. Este facto ganha um peso diferente quando o Correio da Manhã revela que, apenas três dias após as buscas da PJ, a companheira de Albuquerque tentou movimentar 170 mil euros, operação bloqueada por suspeitas de branqueamento de capitais. Meus amigos, qual sueco vem para o Atalaia da sarna com as condições que têm lá?

O relatório 02/2026 do Tribunal de Contas é, como refere a imprensa, demolidor. O documento aponta que a Atalaia Living Care é uma "falsa unidade de cuidados continuados", funcionando na prática como um lar de idosos comum (ERPI), mas recebendo financiamentos públicos muito superiores aos devidos. Entre 2019 e 2021, esta entidade recebeu mais de 21,8 milhões de euros, representando cerca de 60% de todo o financiamento regional para esta área.

O Tribunal alerta para a falta de prova de formação e experiência dos recursos humanos colocados na unidade, o que poderá ter comprometido a qualidade dos cuidados. Não nos esqueçamos da debandada do conhecimento com os quadros públicos a sair aquando da "privatização".

O relatório é explícito ao sugerir que, quando uma IPSS subcontrata serviços a empresas comerciais relacionadas (que visam o lucro) usando dinheiro público, pode estar a ocorrer uma "fraude objetiva à lei", transformando a solidariedade social em "comércio privado sob máscara social".

Apesar de Albuquerque desvalorizar as conclusões, alegando que "ninguém roubou nada a ninguém" (RTP Madeira), a pressão política aumenta. O PS-Madeira já chamou ao parlamento as entidades da Rede Regional de Cuidados Continuados para prestar esclarecimentos sobre estas irregularidades (DN-Madeira).

  • https://madeira.rtp.pt/politica/albuquerque-diz-que-ninguem-roubou-nada-a-ninguem/
  • https://www.dnoticias.pt/2026/2/11/481000-ps-chama-ao-parlamento-entidades-que-integram-a-rede-regional-de-cuidados-continuados/#

O cenário especulativo torna-se cada vez mais factual e o alegadamente em factos, a constituição de Albuquerque como arguido por suspeitas de corrupção ativa e passiva não é um evento isolado, mas o resultado de um padrão de gestão onde o erário público parece ter sido canalizado para estruturas privadas sem fiscalização, beneficiando círculos próximos e empresas ligadas ao regime, como a Atalaia, cujo contrato vale 17 milhões de euros até 2025. Albuquerque com 8 acusações continua santo e beatificado pela Igreja local?

À medida que os relatórios técnicos confirmam o que a opinião pública há muito sussurrava nos cafés e no Madeira Opina, vamos vendo algum trabalho a sair na comunicação social, sempre de forma indireta, o que pode indiciar que não querem ser assados em público como aconteceu com Pedro Calado, compincha de Albuquerque.

Força Opinião Pública! A comunicação social do continente fará o trabalho se a da Madeira for a enterrar com o regime. Esta é a mesma Segurança Social que perdoou milhões a empresas do Regime, as contas vão ser validadas ou prossegue a tradição?


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