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Conheço um país vergado pelo mesmo engano do Chega.

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C

onheço um país que num ano perdeu os seus aliados e o seu líder diz que já fez a paz em 8 lugares, quando na verdade acelerou a corrida ao armamento, ao nuclear, está a mudar a economia contra si através de acordos comerciais que o ignoram.

Conheço um país onde o líder das massas, que não estão bem nem consigo próprias, era a medida das coisas, com a única razão e a moralidade, que apontava a força bruta em que o enfrentasse que agora não passa de um ignorante, um falhado, um pedófilo, um criminoso manipulado pela Rússia, alguém que quer fazer a paz com os ditadores e parias do mundo.

Conheço um país onde a loucura do ódio contra alguém ou muita coisa existiu e continua a existir com menos seguidores. Agora, os negacionistas retiram-se de tudo, até da Saúde e do Ambiente, para vermos brevemente situações graves na primeira e confirmarmos já neste Inverno na segunda.

Conheço um país cheio de ameaças para todos com a finalidade de atingir objectivos económicos, de riqueza para a família e horda dos governantes, em completo conflito de interesses usando o poder, que começa a ficar sozinho com a sua grande economia de 349 milhões de habitantes, apenas cerca de 4,2% da população mundial que é de 7,95 mil milhões.

Conheço um país com a democracia doente, as instituições ameaçadas, vergado ao autoritarismo da polícia política que os gela, aos tiros num país violento e cheio de armas mas sem Saúde Pública para salvar os seus. Um país que se mata e quer matar os outros com os seus desvarios

Conheço um país que quer insistir nos fósseis e, porque cai neve como nunca, diz que não há alterações climáticas, porque isso para eles é só andar no calor da luta. Mais uma que demonstra uma extensa ignorância técnica, climática e já agora da ordem internacional.

Conheço um país que se tornou imperialista, o que vê de bom quer à força, uma imitação de Putin, na verdade o seu verdadeiro líder a manipular um palhaço.

Conheço um país onde a verdade se tornou um acessório de moda, descartável ao primeiro sinal de conveniência. Onde um parlante não tem limites para a mentira, revisionismo e a desinformação. Onde o algoritmo substituiu o debate e o grito substituiu o argumento. Onde se institui a "verdade" subjugados à força. Um lugar onde se confunde liberdade de expressão com o direito de fabricar realidades paralelas, enquanto os factos morrem à fome na praça pública, ignorados por quem prefere o conforto do delírio coletivo.

Conheço um país onde os índices da bolsa sobem enquanto a esperança de vida desce. Agora nem isso com empresas a fugir, a moeda a cair, as criptomoedas há meses a mergulhar. Um país que se orgulha da sua tecnologia de ponta, mas onde um cidadão teme chamar uma ambulância para não declarar falência. Onde a riqueza se acumula em cofres blindados de poucos enquanto as ruas se enchem de tendas, provando que uma economia gigante pode ter um coração minúsculo.

Conheço um país onde as leis são teias de aranha que prendem os pequenos e são rasgadas pelos grandes. Onde os tribunais se tornaram tabuleiros de xadrez político e a toga serve para esconder a lealdade partidária. Um lugar onde o crime é recompensado se for cometido por quem promete salvar a nação de inimigos imaginários e quem multiplica as mentiras.

Se queres tudo isto e mais algum que não me lembrei, num país pobre que não aguenta tamanho desvario, vota no Chega, vota no Ventura e regressa à velha senhora da ditadura.

Aconselho-te a ler e a interpretar as notícias em vez de continuares com esse fanatismo. Com jeito, depois, perseguem-te também, a polícia e a Justiça será a dos movimentos extremistas que vivem para a violência.

Boa sorte. Não vivo no país. Eles conseguem destruir tudo. Não tiveste desenvolvimento com o fascismo, tive guerra, agora pensa o que gera um ambiente polarizado.

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