Type Here to Get Search Results !
A sintonizar estações...

O que acha? As Eleições Presidências devem se realizar domingo?

Moderação 0

O

 cenário para as eleições de domingo, 8 de fevereiro de 2026, é de um país literalmente dividido entre o caos logístico e a normalidade democrática. Depois da passagem das depressões Kristin e Leonardo, temos números, aproximados, variáveis.

Portugal tem cerca de 92.212 km². De acordo com os dados mais recentes da Proteção Civil e do Governo, as Zonas em Situação de Calamidade estão identificadas, são 68 concelhos sob este regime até o dia 15 de fevereiro (uma semana depois do dia 8, dia das eleições). Estes concelhos concentram-se principalmente nas bacias dos rios Douro (Régua/Porto), Vouga (Aveiro), Mondego (Coimbra), Lis (Leiria), Tejo (Santarém/Lisboa) e Sado (Alcácer do Sal).

Pegando nestas áreas, e não pessoas, o território afectado estima-se que cerca de 22% do território continental (sem Regiões Autónomas, nem votos fora do país) aquele que enfrenta problemas graves de acessibilidade, infraestruturas danificadas ou risco extremo de cheias. Em contraponto aproximadamente 78% do território nacional (continente) não apresenta problemas críticos de inundação que impeçam o ato eleitoral.

Do que se sabe à hora que escrevo, a situação nas áreas afectadas não é uniforme e o governo já abriu a porta a adiamentos pontuais. As eleições foram adiadas para 15 de fevereiro na Golegã, Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos, Pombal. Em Avaliação estão Águeda, Aveiro, Leiria, Coimbra, Santarém por causa do risco elevado de transbordo de rios e solos saturados. Em normalidade, apesar da intempérie, está o resto do país mas também áreas atingidas no norte interior, Alentejo interior e Algarve. Apesar da chuva prevista, as mesas de voto deverão funcionar.

Vamos à população, embora 78% do território esteja "seguro" (espero que não seja problema usar a palavra), os 22% afetados incluem zonas de alta densidade populacional (como a bacia do Tejo e a região Oeste). Isto significa que a abstenção pode disparar não por desinteresse, mas por impossibilidade física de chegar às urnas em dezenas de freguesias isoladas.

Podemos chegar (outra palavra) a uma situação de eleição que fica pendente desses votos? Depende das pessoas ao conhecerem o resultado, dos que puderam votar, é a tal faca de dois gumes, no entanto, as sondagens, repito sondagens e não votos, dão uma vantagem segura para um.

Quero deixar a questão aberta à vossa opinião num país a várias velocidades, temos um que consegue exercer o seu direito democrático e outro que está "submerso", talvez pela negligência de informação (para salvar seres e bens, mitigar), negligência de infraestruturas e pela fúria do clima. O facto do governo manter as eleições na maioria do país, enquanto 68 concelhos estão em calamidade, significa que o país que funciona não deixa o sistema cair? A democracia está doente? Há lugar à solidariedade não ir votos no domingo? Evita-se eleições a duas velocidades com resultados que podem polarizar? Qual a sua opinião?

Enviar um comentário

0 Comentários
* Sujeito a moderação. Seja cordial, educado e não faça spam.