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Sendo uma unidade de uma empresa de grande dimensão como a Sonae, este estabelecimento deveria ser um exemplo de adaptação às necessidades dos seus colaboradores. Os formulários de candidatura na página oficial não deveriam ser meros adereços decorativos; no entanto, há candidatos que são sumariamente ignorados devido às opções selecionadas nesses mesmos documentos. Mais grave ainda é a desvalorização sistemática de quem possui formação específica, resultando num paradoxo inexplicável: uma unidade que se queixa de falta de pessoal, mas que hostiliza e desvaloriza o capital humano que consegue recrutar.
A política de contratação parece sofrer de uma «prisão» ideológica. A predominância de colaboradores conotados com o "cartão laranja" do PPD sugere uma discriminação latente, onde o mérito é substituído pelo clientelismo e pelos laços familiares. Parece existir um medo institucional de contratar indivíduos social e civicamente ativos, que possam exigir condições de trabalho dignas. Em São Vicente, o patronato parece preferir o colaborador "leal, cego e mudo", que aceita o salário sem questionar a injustiça. É lamentável que uma marca sob a égide da Sonae se permita cair neste abismo de mediocridade e falta de ética profissional.
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