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Continente de São Vicente, um oásis do clientelismo e da inércia laboral.

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supermercado Continente em São Vicente deveria assumir-se como um pilar da empregabilidade no Norte da Madeira. Contudo, a realidade desmente a expectativa. É do conhecimento público que diversas candidaturas resultaram em promessas vãs. Relatos indicam que houve quem chegasse a completar o período de formação apenas para ser explorado e, posteriormente, dispensado, vítima de uma cultura de intriga alimentada por colegas que permanecem impunes no seio da organização.

Sendo uma unidade de uma empresa de grande dimensão como a Sonae, este estabelecimento deveria ser um exemplo de adaptação às necessidades dos seus colaboradores. Os formulários de candidatura na página oficial não deveriam ser meros adereços decorativos; no entanto, há candidatos que são sumariamente ignorados devido às opções selecionadas nesses mesmos documentos. Mais grave ainda é a desvalorização sistemática de quem possui formação específica, resultando num paradoxo inexplicável: uma unidade que se queixa de falta de pessoal, mas que hostiliza e desvaloriza o capital humano que consegue recrutar.

A política de contratação parece sofrer de uma «prisão» ideológica. A predominância de colaboradores conotados com o "cartão laranja" do PPD sugere uma discriminação latente, onde o mérito é substituído pelo clientelismo e pelos laços familiares. Parece existir um medo institucional de contratar indivíduos social e civicamente ativos, que possam exigir condições de trabalho dignas. Em São Vicente, o patronato parece preferir o colaborador "leal, cego e mudo", que aceita o salário sem questionar a injustiça. É lamentável que uma marca sob a égide da Sonae se permita cair neste abismo de mediocridade e falta de ética profissional.

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