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Curtas e Números

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13/02/2026, 19:32:19
Penso que está perto de cagarem de saco de que a média salarial é de 1.608 euros na Madeira em 2025, é o exemplo perfeito de como a estatística pode ser usada para maquilhar a precariedade. Dizer que o salário médio na Madeira é de 1.608 euros é uma falácia estatística que ignora a realidade gritante das ruas. Esta média é inflacionada por um pequeno grupo de altos cargos e setores específicos, escondendo que a maioria esmagadora da população vive com valores muito próximos do salário mínimo regional. Mesmo com este número "puxado" para cima, a remuneração média na Madeira continua abaixo da média nacional (que é de 1.694 euros), apesar de o salário mínimo regional ser mais elevado. Se dez pessoas ganham 800 euros e uma ganha 10.000, a média parece excelente, mas nove continuam na pobreza. É este o cenário que o Governo Regional usa para vender um sucesso que não existe. O aumento real foi apenas de 1,6%. Com o custo de vida na Madeira a disparar, este "aumento" é engolido antes de sair do banco. Continuem assim, olha o Chega!

13/02/2026, 21:27:53
O concelho do Coelho e dos Verdinhos não é para brincadeiras, encontraram um projétil de guerra numa caixa de madeira em Santa Cruz. Algum "plano de poupança" em género de algum antepassado, já naquela altura perceberam que o futuro ia ser à bomba.

14/02/2026, 1:01:56
A realidade demográfica da Madeira, espelhada neste agravamento do saldo natural negativo em 2025, é o resultado direto de uma inércia política que prefere a propaganda à resolução estrutural dos problemas, os que impedem as famílias de crescer. Enquanto os óbitos aumentam 11,6% e a natalidade continua em queda, o Governo Regional mantém-se num imobilismo gritante, falhando em criar políticas de habitação acessível, estabilidade laboral e incentivos reais que revertam a tendência de uma Região que está, literalmente, a envelhecer e a diminuir. Não basta anunciar "apoios" no papel se, na prática, o custo de vida e a falta de perspetivas empurram os jovens para a emigração, deixando um vazio demográfico que nenhum discurso institucional ou "excesso de entusiasmo" nas redes sociais consegue camuflar. É a prova cabal de que a gestão pública está mais focada na cosmética do dia-a-dia do que em garantir a sobrevivência geracional da própria Madeira. Tratam as estatísticas de mortalidade e natalidade como meros números de um relatório, enquanto a ausência de uma estratégia de fundo condena a Região a um declínio inevitável sob o olhar passivo de quem deveria governar para o futuro. Fazem previsões catastrofistas de população para metade e o Governo não mitiga, não resolve, este problema não pode ser atirado para lá de 2030 como o hospital! Cada vez que Albuquerque falar do PIB lembrem-se disto!

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