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Mais um negócio como o Lojão do senhor Rodrigues?

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  • https://funchalnoticias.net/2026/02/25/rodrigues-quer-novo-modelo-de-gestao-do-porto-do-funchal-com-servicos-concessionados/

Forte rapaz para gerir dinheiros públicos.

O CDS no governo nunca serviu para moderar o PSD, antes toca no nervo exposto da política regional, a relação entre o poder público e os grandes grupos económicos. Quantos precedentes alimentam a desconfiança sobre as intenções de José Manuel Rodrigues agora na Economia para concessionar  serviços nos portos? Ou seja, privatizar em suaves prestações para não dar nas vistas... até ficar tudo nas mãos de Luís Miguel Sousa, ex colega de escola de José Manuel Rodrigues, o fornecedor de bons negócios ao senhor Sousa. 

A história repete-se, mudam-se os nomes nos cargos, mas os beneficiários são os mesmos. Uma verdadeira Economia do Sousa. A propósito, onde se situa a sede do CDS, será mais uma coincidência? José Manuel Rodrigues, agora como Secretário Regional da Economia, vem anunciar com pompa e circunstância o desejo de "concessionar" serviços no Porto do Funchal. No dicionário político da Madeira, todos sabemos o que "concessionar" significa, entregar o que é público a quem já manda em quase tudo.

Não podemos esquecer o "modus operandi" demonstrado na Assembleia Legislativa (ALRAM). O episódio do edifício do Lojão foi um caso de estudo de má gestão pública (ou de excelente gestão de interesses privados):

Em vez da ALRAM adquirir o imóvel para o seu património, permitiu-se que o Grupo Sousa o comprasse. Logo de seguida, o erário público passou a pagar rendas chorudas ao "amigo" Luís Miguel Sousa para ocupar o espaço. O contribuinte paga o prédio, mas o dono é o privado. O lucro é de um, a despesa é de todos.

Agora, o cenário é o mar. Sob o pretexto da "modernização" e do "sucesso dos cruzeiros" (com números inflacionados para justificar a urgência), prepara-se o terreno para a privatização dos portos. O Governo quer usar o dinheiro do povo para ampliar a Pontinha e prolongar o cais. Depois das obras estarem prontas e pagas por nós, entregam a gestão a quem já detém o monopólio do transporte marítimo. A mesma infraestruturação dos Campos de Golfe, despesa pública, lucros privados.

Falar em "digitalização" e "sustentabilidade" perante uma plateia de 400 profissionais é cosmética política. O que está em causa é a soberania económica da Madeira. Entregar os portos é entregar a chave da ilha.

Vamos recordar?

  • https://www.dnoticias.pt/2025/11/19/470984-jose-manuel-rodrigues-apresenta-numero-que-mostram-que-a-linha-ferry-e-claramente-deficitaria/

Uma e outra vez, o grupelho dos Sousas, sejam eles da Assembleia, Governo ou Jornalismo, entendem em dizer que o ferry não é viável, claro que na ideia deles de protecionismo ao Luís Miguel Sousa e seu monopólio limitando no pleno uso das potencialidades. O serviço ferry é o mais competitivo de todos os transportes marítimos, basta ver quantas rotas a Europa tem ou o serviço que prestam na Grécia com imensas ilhas. Só é possível dizer as barbaridade da sua não viabilidade numa ilha como a Madeira, onde muita informação e experiências são omitidas. Lembro que a linha ferry é tão viável que um armador decidiu avançar sozinho, mas depois encontrou o obstáculos do Governo Regional instigado por Luís Miguel Sousa. É curioso que um patrocinador do CDS tenha o secretário da Economia ao seu dispor, ex-colega de escola, autor de outros negócios ruinosos como o do "Lojão" e do Canal Parlamento.

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Quando Rui Barreto pediu um parecer a Guilherme Silva, para a renovação da concessão da linha Madeira - P. Santo não estava a querer saber como proceder para concessionar, o concessionário estava decidido, nem houve concurso, começou dois anos antes e era para saber se teria problemas em fazê-lo assim de descarado (agora vem José Manuel Rodrigues nos portos). Rui Barreto e Guilherme Silva não eram nem são gurus da temática transporte em ferry, da sua operação, logística e influência nos mercados, cingiram-se à condição legal de renovar a concessão, não abordaram nem emendaram os problemas, por exemplo o "blackout" de janeiro a fevereiro na economia do Porto Santo. Tudo ficou no essencial igual e com certeza o monopolista deu umas dicas para o secretário se fazer de valente negociador perante o eleitorado. Os jornais e os fanáticos fizeram o resto. Nunca se equacionou, por exemplo, abrir concurso público internacional, anunciando as mesmas condições que a Porto Santo Line tem, a ver se os armadores ofereciam mais em troca, por exemplo, garantir ferry de janeiro a meados de fevereiro com frotas de outra dimensão. Rui Barreto e Guilherme Silva trataram de manter legalmente o lóbi, nem um nem outro tiveram os superiores interesses da Madeira, madeirenses e portossantenses em consideração.

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Lembram-se do conflito inventado? Onde usaram o Tribunal para dizer que o GR colocava o Luís Miguel Sousa e amigos da OPM a pagar pelo uso do Porto do Caniçal (com subsídios por trás a cobrir). Nada foi como Albuquerque prometeu com muita força naquele vídeo que se fartou de circular para gozar, já que somos impotentes para parar maus negócios. Depois veio a concessão de ferry Madeira - Porto Santo. Tanto força na guelra para chegar ao poder e acaba por cimentar mais o Sousa. A conversa de José Manuel Rodrigues é outro avanço em sentido contrário, voltem a olhar para a imagem de abertura do texto.

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Vamos à Assembleia Legislativa Regional?


Lembram-se de como a Assembleia Legislativa Regional entregou o edifício onde estava na Rua da Alfândega (do homem da sapataria), só porque Luís Miguel Sousa comprou o Lojão à Companhia de Seguros Fidelidade pra arrendar à Assembleia? Mais um mirabolante esquema de arrendamento, a Assembleia poderia ter comprado o edifício e pago, preferiu deixar Luís Miguel Sousa comprar para arrendar à ALRAM. O arrendamento dos 4 pisos deu e sobrou para a prestação de Luís Miguel Sousa, que rico negócio público, sucesso garantido, chama-se infraestruturar um empréstimo do Sousa. 


Depois veio o projeto encomendado à Nini Andrade para fazer uma biblioteca no rés-do-chão, um curador ou bibliotecário não parece ter sido prioridade. Não havia ninguém do Jet7 nessa área? O projeto para uma biblioteca foi criado pela vertente dos postos de trabalho para os amigos e amigas do CDS, e mais um valor acrescentado para o Grupo Sousa. Dois em um! Lembram-se as tropas do CDS que iam entrar de uma vez na ALRAM e que até o PSD se passou dos carretos? E antes, quem tinha entrado? A namorada do monopolista para a TV da Assembleia que nunca viu a luz do dia, mas os equipamentos foram adquiridos. Onde está esse equipamento, nalguma nova empresa de produção para a RTP-M?

E o episódio do "quero, mando e posso", onde um edifício de um particular consegue abrir uma porta para o Pátio da ALRAM que, como todos sabem, é um "Edifício Classificado"? Pediram autorização à DRAC e às outras autoridades competentes? Ou foi uma licença daquelas que abatem as quintas madeirenses?

Para onde foi a sede do CDS nesta altura? Rua Dr. Fernão de Ornelas no edifício do DN. Adivinhem a quem pertence? Grupo Sousa

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E as contas da assembleia como andaram então?

TdC, não confiram só os documentos e a legalidade dos mesmos mas o modus operandi da fragmentação de despesas para obterem aparência legal e melhor pagamento. Atrevam-se a observar as rotinas da ALRAM de então e conferir as despesas, as despesas fora do âmbito da Assembleia, a descrição que vem e a realidade fornecida, o verdadeiro valor exorbitante e a suavização em "prestações"

Os pareceres do TdC às contas da ALRAM ao longo dos anos:

  • https://www.tcontas.pt/pt-pt/ProdutosTC/PareceresTribunalContas/pareceres-calrm/Paginas/pareceres-calrm.aspx.

Quando é que todo este jogo acaba? Estas coincidências! Concessionar serviços no Porto é mais uma suaves prestações no monopólio total do Sousa... tipo o frio (contentores) no Caniçal ou a atracagem (já do Sousa). O que se segue será de novo ruinoso, o contrário de tudo o que se diz em campanhas eleitorais.

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