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Na secretária, o CHEGA escolheu o modelo do Partido Socialista

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m toda a história da Câmara Municipal do Funchal, os vereadores da oposição recorreram, regra geral, a administrativas da própria Câmara. É um modelo simples, económico e transparente: evita-se criar estruturas paralelas, poupa-se dinheiro público e permite-se que a subvenção seja usada diretamente no trabalho político dos eleitos.

Foi assim com vários partidos. Foi assim até com o PSD. A lógica sempre foi clara: menos cargos artificiais, mais apoio efetivo aos vereadores.

Houve apenas um caso que rompeu com esse modelo: no mandato de Miguel Gouveia, optou-se por uma secretária particular paga com esse dinheiro, em vez de distribuir o apoio pelos vereadores. Foi polémico na altura. Foi discutido publicamente. E ficou associado a um modelo político tipicamente socialista: centralizar recursos, criar dependências e esvaziar a autonomia dos eleitos.

O problema é que, agora, o CHEGA na Madeira decidiu seguir exatamente o mesmo caminho.

Em vez de aproveitar os mecanismos da Câmara, em vez de reforçar o trabalho dos vereadores da oposição, optou-se por uma secretária paga com a subvenção, reproduzindo o modelo do PS. Para quem está de fora, isto não é política de direita. É política socialista, ponto final.

E é legítimo perguntar, é para isto que o CHEGA existe? Para copiar práticas que sempre criticou? Para atacar os seus por dentro, enquanto o poder real, o Governo, as secretarias, a Quinta Vigia, passa incólume?

Se isto é “fazer política”, então é a mesma política de sempre, com outro logótipo.

E para muitos eleitores, isso tem um nome claro: desilusão.

CHEGA. CHEGA dessa gente.

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