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este primeiro mês de 2026 Miguel Albuquerque tem "brindado" os madeirenses mais conscientes com algumas "pérolas" que não podem ser passadas em claro (deixemos o branqueamento para a justiça, que faz que anda mas não anda).
1. O "destino" do Hospital Cruz de Carvalho. Ao contrário do que foi dito, a sua venda não é para cobrir os custos com o novo hospital, visto que há uma Resolução que implica que a sua venda sirva para abater a dívida da Região para com a República.
1.1. Ou é ignorância, incompetência (não lê os dossiers) ou então é má-fé e, por conseguinte, um crime por falsas declarações aos seus eleitores (e contribuintes).
1.2. Outra invenção dos "yes man" das Infraestruturas é a alegação dos custos de mais de 100 milhões imputados à reconversão em unidade de cuidados prolongados ou lares. Se assim é, que publicitem a estrutura de custos e os documentos que a fundamentaram. E ainda por cima haverá menos camas disponíveis no novo hospital (o que é "fantástico" em termos de planeamento público).
1.3. Que seja homenzinho e deixe de fazer engodo aos madeirenses, começando por pugnar pela alteração da referida Resolução.
1.4. Os mesmos que mostraram, publicamente (em entrevista ao DN), apetite pela conversão do edifício da Empresa de Electricidade em Hotel de Charme e que salvaram a Quinta dos Arcos (ou das Rosas), estarão com os olhos virados para a Cruz de Carvalho, a futura zona nobre?...
2. O aproveitamento político da desgraça vivida no Continente (ao dizer que a Madeira disponibiliza técnicos da Empresa de Electricidade e, salvo erro, da Protecção Civil) para estar "na crista da onda" é lamentável. Também é bonito mandar os outros para o terreno enquanto acende um charuto na Quinta Vigia. Quando muito oferecia-se para acompanhar essa equipa nem que fosse na qualidade de... "trolha" (o seu amigo Avelino Farinha decerto daria formação intensiva). Até porque não é altura de ir, como sempre, para o Dubai...
3. Bem lembrado por António Jorge Pinto, no programa de Sábado na Antena 1 Madeira, foi a aberrante justificação para a substituição da Natureza pelas inúmeras casas de luxo na Calheta, ao defender o surgimento de uma nova profissão: "tratador de piscina". É, decerto, a "reconversão profissional" de quem trabalhava nas fazendas, mantendo à mesma os salários baixos. É o colonialismo inglês a ser substituído pelo colonialismo dos patos bravos e dos seus vassalos no poder.
4. A trapalhada do Subsídio de Mobilidade demonstra a falta de preparação jurídica de um licenciado em Direito como o é o presidente do governo regional da Madeira. Tudo começa mal quando se fala em subsídio, quando, em bom rigor, o que deveria ser qualificado era uma compensação pela continuidade territorial constitucionalmente consagrada, direito fundamental esse face ao qual nenhuma limitação administrativa poderia contrariar ou condicionar (como é o caso da obrigatoriedade de inexistência de dívidas ao Fisco e à Segurança Social).
Povo Inerte!
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