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A sintonizar estações...

Ninguém aproveita melhor os fundos europeus do que a Madeira.

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A melhor ilha de esquemas do mundo,
toca a votar para o prémio comprado de ouro!

E

stamos a sair do PRR e nenhuma família madeirense sem contactos privilegiados ficou mais resiliente, aliás, com cada crise ou tempestade é um ai Jesus. Os bananicultores para ter acesso "ao seu" é preciso dar grande luta, mas já vimos coisas incríveis como um teleférico financiado a um privado.

As mazelas das rusgas judiciais dão água pela barba, quanto mais esgravatam mais descobrem. Espero que tudo isto não volte a dar em nada, porque a Justiça é um dos pilares da democracia. A Justiça pode levar a extremismo se for desacreditada.

Sem dúvida que esta terra fabrica pobres, os necessitados nem cheiram o que poderiam aceder, é só esquemas de deitar a mão ao dinheiro, o único problema é ter ideias. Cá estamos na Operação “Terra Queimada”. Evitar incêndios é difícil de controlar porque a limpeza das infestantes vem sempre um passo bem atrás, agora limpar o dinheiro da florestação é muito mais fácil. Temos um historial bem grande de plantações que dão para a fotografia no jornal, mas não para vingar.

A Polícia Judiciária e a Procuradoria Europeia revelam que, nos bastidores, o crime de "colarinho branco" não descansa. A operação “Terra Queimada” expôs um esquema de fraude que envolve mais de 3,6 milhões de euros de fundos europeus (FEADER), destinados precisamente a projetos de reflorestação na nossa ilha.

Do tipo "já tinha saudades tuas seu s@c@n@", a investigação apurou que as entidades que recebiam o dinheiro (beneficiárias) e as que forneciam os serviços tinham relações de gestão e capital entre si. Ou seja, o dinheiro circulava entre "amigos" e entidades dominadas pelos mesmos interesses, criando um claro conflito de interesses para inflacionar ou simular despesas. Onde já ouvi isto!? E desta feita era para pagar o quê? Campanhas eleitorais ou bem estar?

O resultado:

  • Valor solicitado: Mais de 3,8 milhões de euros.
  • Valor já pago: Pelo menos 3.675.231,87 euros.
  • Impacto: 7 arguidos (5 pessoas e 2 empresas) e 26 mandados de busca entre o Funchal e Lisboa.

Não estamos a falar apenas de um erro administrativo. A PJ investiga crimes de:

  • Fraude qualificada na obtenção de subsídio;
  • Participação económica em negócio;
  • Corrupção e Branqueamento de capitais.

É irónico e revoltante que se use a "reflorestação", uma causa que mexe com o coração de todos os madeirenses após as tragédias que vivemos (incêndios) para alimentar esquemas de enriquecimento ilícito. Quantos textos de opinião deixaram de ser "calúnias" e "difamação" por veredicto de jornalista do sistema?

Como sempre, por cá está tudo controlado, tal como os Tribunais Europeus que emendam os Tribunais locais, este caso prova que a vigilância europeia é, muitas vezes, o último recurso contra a impunidade na Madeira. Impunidade imune. Enquanto alguns "beijam a mão" ao sistema, o dinheiro que deveria estar a plantar árvores e a proteger as nossas encostas acaba em contas bancárias alimentadas pela corrupção.

À luz da notícia sobre a Operação “Terra Queimada”, que investiga suspeitas de fraude na obtenção de fundos europeus (FEADER) destinados a projetos de reflorestação na Madeira, as pastas governativas sob escrutínio eram tuteladas pelas seguintes figuras na altura dos factos (correspondente à anterior legislatura):

As Pastas/Tutelares (2020-2023):

Susana Prada: Era a Secretária Regional de Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas. Esta secretaria tinha a tutela direta sobre o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), organismo central nos projetos de reflorestação e gestão das serras.

Humberto Vasconcelos: Desempenhou o cargo de Secretário Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural até ser substituído no final de 2023. Esta secretaria exercia tutela sobre o PRODERAM 2020 (Programa de Desenvolvimento Rural), através do qual os fundos europeus do FEADER eram geridos e pagos na região.

A investigação da Polícia Judiciária e da Procuradoria Europeia foca-se em projetos cofinanciados pelo programa Portugal 2020, onde se detetaram relações de domínio entre quem recebia os fundos e os fornecedores, configurando conflitos de interesses e fraude na obtenção de subsídios.


Ambos os governantes acima mencionados eram os responsáveis políticos pelas áreas onde o esquema terá sido montado, sendo que a gestão dos fundos agrícolas (FEADER) estava sob a alçada de Humberto Vasconcelos e a execução técnica da reflorestação sob a de Susana Prada. Curiosamente, os dois abandonaram o Governo Regional.

Vamos continuar a ver alguns programas de TV sobre a floresta? Para bom entendedor meia palavra basta. Isto é um PIB de terra queimada.
  • https://www.jm-madeira.pt/ocorrencias/operacao-terra-queimada-com-suspeitas-de-fraude-na-obtencao-de-fundos-na-madeira-LO19718726

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