Política de Sofá com a Comunicação Social na onda...
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As más línguas perguntam-se como é possível. Terá o Carlos Fernandes uma bola de cristal? Um grupo de WhatsApp? Ou será apenas coincidência repetida vezes demais para ser verdade?
Entre teorias e cochichos de bastidores, surgem nomes como Jaime Filipe e Carlos Rodrigues, figuras inquietas, estrategas incansáveis, que segundo os mais atentos estarão a “investir” politicamente no deputado Mira, mas afinal, Jaime Filipe não dorme, move peças, aproxima influentes, coleciona contactos como quem coleciona cromos raros. E o Mira? O Mira agradece.
Outros vão mais longe e sussurram algo ainda mais picante, e se existe uma relação qualquer, longínqua, improvável, mas útil, com alguém do outro lado do espelho chavista? Nada de concreto, claro. Apenas aquela estranheza persistente de quem está sempre um passo à frente da notícia.
Convém não esquecer que foi Albuquerque quem confiou ao Carlos a liderança dos “miras”. Um gesto de fé política. Mas hoje, dizem, o volante já não está nas mãos de quem parece conduzir.
Carlos Fernandes transforma cada libertação, cada drama humano, num degrau para o seu verdadeiro projeto, o caminho do influencer político, likes, partilhas, stories com ar grave e frases ensaiadas. Solidariedade? Talvez. Oportunidade? Sem dúvida, estamos perante um incansável defensor das causas ou apenas mais um personagem talentoso no teatro da política moderna? Fica o mistério. E o Mira, claro, sempre em foco.
O deputado dos Miras aproveita as libertações dos luso-venezuelanos para fazer politica e posicionar o PPD.
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