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A sintonizar estações...

O Presidente da tempestade: quer o do amparo ou o do palanque

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Que belo momento para decidir!

V

ivemos momentos em que se pergunta, queres um Presidente politiqueiro, agitador e que desune as pessoas, ou um Presidente na matriz da solidariedade social, que acompanha e ouve? Não é bom ter um Marcelo nestas horas? E quem melhor o pode suceder?

Em momentos de bonança, o ruído político pode parecer um entretenimento inofensivo. Mas quando o céu desaba e as intempéries deixam rasto de destruição, como temos visto em tantas partes do continente, a máscara do "espetáculo" cai, fica sem palco. Observem e compreendam isso, que belo momento para decidir. É no meio da catástrofe que percebemos, da forma mais crua, que tipo de liderança realmente precisamos na Presidência da República.

Perante uma família que perdeu tudo para a água ou para o vento, o que vale mais? Alguém que chega com a empatia necessária para ouvir e o silêncio respeitoso de quem vai para ajudar, ou um agitador que usa a desgraça como cenário para o próximo vídeo viral? Um Presidente humano entende que a sua função é ser o bálsamo da nação, o agitador vê na lama apenas uma oportunidade para lançar mais lama sobre os seus adversários, um abusador do palco. Um ser capaz de dizer que foi à Igreja rezar por todos, como na chegada para a última noite eleitoral. Cuidado com as fórmulas de colocar as massas na rede.

Em fragilidade queremos ódio ou solidariedade?

A diferença entre um estadista e um politiqueiro revela-se na forma como tratam as instituições. O respeitador das instituições sabe que, na crise, a Proteção Civil, os municípios e o Governo têm de funcionar como um relógio. Ele une, coordena e dá estabilidade sem querer ser o protagonista da fotografia.

O Politiqueiro é o "maximizador" da discórdia. Prefere apontar o dedo antes de estender a mão. Para ele, a falha de uma instituição não é um problema a resolver, mas uma arma para atacar o "sistema" que o alimenta. Que bom nunca ter sido governante, para vermos um grupo e acossados pela Justiça em papos de aranha.

Um momento de fraqueza exige um restaurador da dignidade pública, alguém que prefira a harmonia e a conetividade entre os órgãos de soberania à competição destrutiva. Precisamos de alguém que saiba que a autoridade moral não se conquista no grito, mas na presença serena e no respeito absoluto pelos valores que nos unem.

No próximo domingo, ao olhar para o boletim de voto, a pergunta não deve ser quem grita mais alto, mas sim quem é que eu gostaria de ver à minha porta se a minha casa fosse levada pela tempestade?

É um momento único de reflexão quando muitos não poderão votar.

Força António José Seguro, precisamos de humanismo e não de zaragatas.

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