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O solidário com o continente vai à caça de mais um filão.

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lbuquerque encontrou mais um filão para obras, mas tal como o PRR não trouxe recuperação e resiliência para ninguém do povo, este assalto à Defesa vai acabar no de sempre. A "jogada de mestre" que faltava no tabuleiro da Quinta Vigia: operação Paredão Blindado.

Esqueçam os lares de idosos e as estradas via-sacra. O futuro da autonomia não se escreve com canetas, escreve-se com camuflagem de luxo e betão armado anti-balístico. Com o fim do PRR à vista, Miguel Albuquerque descobriu que a defesa é o novo "Turismo de Habitação", dá muito dinheiro, ninguém questiona os custos por razões de "segurança nacional" e as obras são, por natureza, monumentais.

Já que a marina não segurou iates, será convertida na primeira base de submarinos invisíveis da Macaronésia. O custo? Ninguém sabe. Estão a ser gastos 50 milhões em "tinta invisível" que, por coincidência, tem a mesma textura do cimento da Tecnovia. Se a ondulação destruir o molhe outra vez, o Governo dirá que foi um "teste de resistência a torpedos inimigos".

Albuquerque já percebeu que um bunker não precisa de ser uma cave húmida. Na Madeira, o bunker de defesa civil terá acabamentos em mármore, piscina infinita e será estrategicamente localizado nas escarpas da Ponta do Sol. "É para proteger as elites... perdão, as estruturas de comando em caso de inverno nuclear", justificará o secretário da tutela.

Em vez de monitorizarem o mar, os novos drones regionais (comprados por ajuste direto a uma empresa criada há três dias) servirão para detetar se algum turista se atreve a estender a toalha numa zona de concessão sem pagar a respetiva taxa. A segurança é prioridade.

Um veículo blindado capaz de subir as ladeiras do Curral das Freiras a 100 km/h, equipado com um sistema de som que passa o hino da autonomia em loop para desorientar o invasor vindo de Lisboa. O custo da manutenção das lagartas do tanque será equivalente ao orçamento anual da saúde, mas "a liberdade não tem preço".

Todo o beneficiário de subsídios será recrutado para a "Milícia do Espetinho". O fardamento será desenhado por um estilista de renome (com contrato por ajuste direto, claro) e o treino consistirá em marchar em frente à Quinta Vigia gritando: "Nem mais um cêntimo para o Continente!"

Enquanto o povo se queixa do preço das casas, o Governo Regional prepara o "PRR das Armas". Se a Rússia ou a China atacarem, a Madeira estará pronta, o inimigo ficará tão confuso com a rede de túneis e o custo das obras públicas que acabará por declarar falência antes de conseguir invadir o Funchal.

Afinal, se o mar não conseguiu mandar abaixo a determinação de betão de Albuquerque, não será um míssil intercontinental que o fará. "Pela Defesa, Pela Obra, Pela Autonomia (e pela adjudicação direta)!"

Seguro amigo, mais Autonomia!

Espero que se lembrem da defesa das linhas de abastecimento do Sousa, dos cabos submarinos e dos madeirenses.

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