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Um tachinho do Chega faz perder dois vereadores ao partido.

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  • Luís Filipe Santos também abandona o Chega, que perde os dois vereadores na Câmara do Funchal:
  • https://www.jm-madeira.pt/regiao/luis-filipe-santos-tambem-abandona-o-chega-que-perde-os-dois-vereadores-na-camara-do-funchal-IJ19679089 

E

les são tão diferentes e não têm fome nenhuma. Os outros têm os defeitos e eles as virtudes. Pumba! O padrão de abandono e a "Muleta" do PSD, um fenómeno dos eleitos pelo Chega passarem a independentes ou viabilizarem políticas do PSD não é novo e tem ocorrido em vários níveis.

No Funchal, a saída de Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas deixa o Chega sem voz oficial na capital, após meses de tensões internas e braços de ferro com a liderança regional. Mas, São Vicente, houve um histórico de aproximação e entendimentos que acabaram por favorecer a estabilidade da governação local (muitas vezes alinhada com interesses do PSD), diluindo a postura de "oposição antissistema". Depois o PSD não foi bem sucedido e os seus ex militantes ganharam a câmara pelo Chega. No Parlamento Regional, assistiu-se a uma geometria variável onde, apesar da retórica agressiva, o partido acaba por ser decisivo para a sobrevivência de orçamentos ou para evitar quedas de governo que interessam à estratégia do PSD Madeira. A matriz dos militantes do Chega é o PSD e até invocam São Carneiro. O Chega por este andar vai capitular.

Faz-me impressão como o Chega consegue convencer pessoas com o currículo que tem. No Chega existe financiamento irregular com investigações em curso, sobre a proveniência de donativos e o financiamento das campanhas, com suspeitas de violação da Lei do Financiamento Partidário. No Chega também existem processos de castigo interno, o Tribunal Constitucional já anulou por diversas vezes convenções e decisões disciplinares do partido por ilegalidades estatutárias. Mas querem mais? E os casos criminais individuais? Vários deputados e dirigentes (nacionais e regionais) têm enfrentado processos por difamação, incitamento ao ódio e, em casos isolados, crimes de natureza económica, pedofilia, roubo, etc. Neste caso da vereação da CMF do Chega, continua-se a falar de incompatibilidades, o de Luís Filipe Santos (inspetor da ARAE), que o próprio partido usou como arma de arremesso interno, levantando questões de legalidade no exercício de funções. Mas no Chega também existe a falsificação de assinaturas, suspeitas recorrentes em processos de constituição de listas e delegados em diversas frentes distritais e regionais.

Esta debandada no Funchal demonstra que o partido tem tido uma enorme dificuldade em fixar quadros e manter a coesão ideológica após a conquista dos tachos/lugares. O voto no Chega é um voto perdido se os eleitos se tornam independentes meses depois? E esta íntima ligação ao PSD que se manifesta sempre que há confusões?

Tantas virtudes e não passam de traidores da confiança do voto e entre eles mesmo.

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