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3 anos é muito bom para a oposição cometer erros, perder votos e nem notar, depois dá-se a hecatombe que já se espera pelo menos num partido que ultimamente não ouve e que vai minando tranches de votos por uma razão ou outra. Como se não bastasse o tempo ainda veio a mão no pêlo, que orgulho, que fascínio que embevecimento, engodo do diabo que montou tudo isto... e quer continuar.
A "Hibernação Partidária" sem o escrutínio das urnas cria uma falsa sensação de segurança. Para a oposição, o risco não é apenas a inércia, mas a perda de capilaridade. Não ouvir na oposição é a mesma bolha política do partido dominante mas sem poder, uma desvantagem, porque eles têm como "negociar", interferir, amedrontar, prometer... A oposição sem tração é uma suspeição ou uma dúvida. Podem crer que "São Vicente" contamina todos... da oposição.
Há quem diga que 10 anos é muito tempo, muitos dias, muitas horas, em política é "Hibernação Partidária", quem não os conhecesse. 3 anos é a perda de votos com estrondo sem qualquer "referendo" sobre se o líder está bem e coordena bem. O eleitor que se sente ignorado ou defraudado hoje, daqui a três anos, já terá cristalizado o seu descontentamento ou mudado de quadrante.
O sistema político atual alimenta-se da previsibilidade. Quando a oposição se deixa seduzir pelo "estatuto" (a mão no pêlo) ou pelas pequenas vitórias parlamentares que não mudam a vida das pessoas, acaba por legitimar o regime que deveria combater. Neste momento, alterar a Constituição não será para melhorar a vida do Português comum. Garantidamente. Podem calcular pelo pacote liberal. Ninguém mete a colher e os partidos dominantes lá e dominante cá vão legislar para a sua clientela. A oposição é fazer um pouco ao contrário, é moderar exageros, é lembrar dos outros!
O cenário de "engodo" e deslumbramento é o terreno fértil para que o poder vigente se perpetue, não por mérito próprio, mas por desistência ou incompetência de quem deveria ser a alternativa.
Afinal havia linhas vermelhas quando alguns pensaram que era sempre a subir. Com a inércia da liderança feminina, as lideranças radicais moribundas, com o convencimento do líder da oposição e com as barracas de São Vicente, temos um belo quadro por pintar. Já começou a sementeira dos argumentos da próxima vitória.
Há quem veja e alerte, mas alguns não querem saber. Por agora são grandes. 3 anos sem eleições era a "pausa democrática" que alguns queriam.
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