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A Europa que não vinha em socorro envolvida na guerra de Trump

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Já estamos a aturar a Guerra de Putin e agora temos a Guerra de Trump.

F

ranceses no Mar Vermelho, Mediterrâneo e "Camp de la Paix" em Abu Dhabi; ingleses na base de Diego Garcia e Chipre (bases de Akrotiri e Dhekelia), holandeses nas Lajes e Atlântico; Itália (Base de Sigonella, Sicília) o "Hub do Mediterrâneo" fundamental para os drones de vigilância (Global Hawk) dos EUA, que cobre a visão em tempo real sobre os movimentos navais no Mediterrâneo e Norte de África. Alemanha (Base de Ramstein) centro de comando para a guerra de drones e o maior nó logístico dos EUA na Europa. Qualquer ferido ou qualquer peça de substituição para a frente de combate no Médio Oriente passa obrigatoriamente por solo alemão. Grécia (Baía de Souda, Creta), base naval de águas profundas que permite o reabastecimento e reparação de porta-aviões nucleares americanos. É o ponto de apoio mais próximo para a Sexta Frota dos EUA. Espanha (Rota e Morón), bases críticas para o destacamento rápido de fuzileiros navais e para o sistema de defesa antimíssil Aegis, que protege a Europa (e as bases americanas) de eventuais retaliações de longo alcance.

A União Europeia está a receber pedidos de proteção que vai da própria Europa até ao Índico.

Assim, a Europa que para Trump nunca viria em seu socorro, por isso era preciso ficar com a Groenlândia, fica envolvida pelos devaneios ignorantes e ausência de alcance da guerra do egocêntrico Trump.

(Madeira Opina, se para publicar tiverem que retirar a frase seguinte estejam à vontade!)

Trump, seu grande FDP, não vejo a Rússia do teu amigo Putin, que tem amarrado curto pelos ficheiros Epstein, a te salvar o coiro. A Europa, que remédio, tem de apoiar, é a NATO sem o rótulo. És uma besta ignorante. A tua guerra vai dar para o torto.

A religião foi o pior que tivemos na Idade Média, nos nossos dias ainda há resquícios medievais que se manifestam na forma de teocracias rígidas e messianismos políticos. No Irão, a interpretação radical da fé é usada para blindar um regime que prefere o isolamento e a retórica do martírio à prosperidade do seu povo. O devaneio de Trump é alimentado por uma base eleitoral que vê no Médio Oriente o palco de profecias bíblicas, transformando decisões geoestratégicas em cruzadas modernas. O perigo real não reside apenas nos mísseis, mas na persistência desta mentalidade medieval que substitui a diplomacia racional pelo dogma inquestionável, permitindo que líderes usem a "vontade divina", para justificar o controlo de recursos e o sacrifício de vidas em nome de um passado que teima em não morrer. Não vai ser só Israel a apanhar... por muito longa que seja a espera.

Mas, também há profecias!

A Terceira Guerra de Nostradamus
Nostradamus sugere um conflito global iniciado por um "Rei do Terror" vindo do Oriente ou por um conflito no "eixo da Pérsia" (o atual Irão). A profecia fala de um conflito longo e devastador que mudaria a face da Europa, o que coincide com o receio atual de que o envolvimento de bases europeias (como Chipre, as Lajes ou outras) transforme o continente num alvo direto.

O Armagedom Bíblico (Vale de Megido)
No Livro do Apocalipse, o Armagedom é descrito como a batalha final entre as forças do bem e do mal, localizada no Médio Oriente. Muitos estudiosos de profecias bíblicas associam "Gogue e Magogue" a potências do norte (frequentemente identificadas como a Rússia) aliando-se a nações persas (Irão) para um ataque massivo. É a "profecia" que mais assusta, pois sugere uma conflagração que não pode ser travada por diplomacia. A sorte é a situação da Rússia entalada.

O Choque de Civilizações
Samuel Huntington previu que os conflitos do século XXI não seriam entre ideologias (como na Guerra Fria), mas entre civilizações, com a linha de fratura principal situada no Médio Oriente. Esta "profecia" académica diz que a insistência ocidental em moldar a região à sua imagem resultaria numa reação em cadeia violenta e imparável.

Enquanto Trump vende a ideia de uma guerra relâmpago, a Europa oferece o seu solo, o seu mar e a sua segurança para servir de retaguarda. Os Estados Unidos estão sempre longe das guerras que provoca, mas pode ser que os atentados terroristas lhe cheguem ao solo. A paz de Trump com o Hezbollah já dá lucro, começaram a atacar Israel esta noite. A envolvência vai crescendo. Os pobres também têm a sua guerra.

Entretanto, Miguel Albuquerque vai resolver isto com um vídeo de receitas culinárias para atrair o turismo.

É que Rússia está pelas costuras, mas está no timing ideal para entrar pelo Alasca dentro e reclamar o seu território de volta.

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