P
Mas agora vão acordar, porque vai tocar diretamente no bolso dos madeirenses através do custo da energia, dos transportes e consequentemente de todos os produtos transportados ou que são fabricados necessitando energia. Conhece algum que não precise? A retórica das "4 semanas de guerra" de Trump, um ex candidato a Nobel da Paz, é um eco perigoso de previsões do passado que raramente batem certo com a realidade da geopolítica do Médio Oriente. Não posso chamar Trump de inocente, mas de ignorante sim.
Se no mínimo o Estreito de Ormuz tem a Ilusão de parar "4 Semanas", quase um mês, quase o Sousa a boicotar a economia do Porto Santo no início do ano, mas para o mundo, pergunta-se quem ganha com o caos no Irão? Os Estados Unidos, tipo Madeira e madeirenses, um caso à parte, parecem crentes da mesma sabedoria da besta?
Quando Donald Trump afirma que uma guerra com o Irão duraria apenas "4 semanas", o mundo prende a respiração, mas os mercados de energia começam logo a fazer contas. Para além da tragédia humanitária, o que está em jogo é o estrangulamento da artéria económica do planeta, o Estreito de Ormuz.
Como já devem ter ouvido, se a vida não é só poncha, por aquele braço de mar passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Se o Irão, encurralado, decidir cumprir a ameaça de bloquear o Estreito, não haverá "guerra curta" que impeça um choque petrolífero global. Para países insulares como a Madeira, onde o custo do combustível dita o preço de tudo, do frete do navio à eletricidade, as consequências seriam imediatas e brutais. A menos que um governo do PSD faça o mesmo que o de Costa jogando com os impostos. Coisa que não acredito, pela insensibilidade mostrada com as intempéries da zona centro do país, ou da barraca do subsídio social de mobilidade.
Os Estado Unidos são tão inimigos da Europa como a Rússia, há uma pergunta crucial, enquanto a Europa e as economias emergentes mergulham numa crise de custos de produção, os dois gigantes que observariam o caos com satisfação financeira seria justamente EUA e Rússia. Os amigos por conta dos Epstein File.
Os Estados Unidos, atualmente o maior produtor de petróleo e gás do mundo, graças ao shale gas, com o Médio Oriente em chamas, torna o petróleo americano na alternativa "segura", vendida a preços inflacionados. A guerra que Trump diz ser rápida é, na verdade, um excelente negócio para a balança comercial dos EUA.
Mas Trump, sempre a favor da Rússia, deita a mão ao descalabro financeiros de Putin que não precisa de disparar um único tiro para lucrar. Cada dólar que o barril de petróleo sobe devido à instabilidade no Irão são milhares de milhões que entram nos cofres do Kremlin. A Rússia passa a ser o fornecedor indispensável e a partir de agora toleráveis.
Os mesmos que prometem intervenções rápidas e "cirúrgicas" são os que detêm as reservas para lucrar com o prolongamento do conflito. Para o cidadão comum, a "guerra das 4 semanas" de Trump traduzir-se-á em meses ou anos de inflação, combustíveis a preços proibitivos e uma economia mundial ainda mais dependente de Washington e Moscovo. Os preços sobem rápido, descer é que não, como os juros.
Na geopolítica, a "paz americana" tem muitas vezes o cheiro do petróleo caro que outros são obrigados a comprar, um país que anda a colecionar petróleo, de uma forma ou outra, o lucro entra na conta da família Trump e de Putin.
Agora pode continuar no consumo do seu combustível.
P.S.: Já está a dar para o torto, Trump está a evitar perguntas e o seu país não tolera 1.200.000 de mortos como a Rússia, basta uma dezena. Está a descobrir que o Irão não é a Venezuela.
Envie texto ou siga-nos nas redes sociais:


Regras e Diretrizes da Comunidade
1: Não publique e-mail ou qualquer tipo de informação pessoal.
2: Não publique links do seu próprio blog/site.
3: Não faça spam, respeite.
4: Para Ajuda e Suporte, utilize o formulário de Contato.