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Depois de terem vindo a público rumores sobre a eventual nomeação de um bombeiro de 3.ª classe para o cargo de adjunto de comando, várias vozes dentro da corporação continuam a questionar os critérios que poderão estar por detrás dessa decisão.
Fontes próximas do quartel afirmam que o ambiente interno se tem tornado cada vez mais tenso, com alguns operacionais a manifestarem descontentamento face ao que consideram ser uma falta de reconhecimento da experiência e do percurso de bombeiros com muitos mais anos de serviço.
Entre os comentários que continuam a circular, surgem também referências a alegados favorecimentos em processos de entrada para o quadro de bombeiros profissionais. Segundo algumas críticas internas, enquanto ainda desempenha funções como bombeiro de 3.ª classe, o mesmo elemento já terá ajudado mais do que um amigo a integrar o quadro profissional. Entre os operacionais mais críticos, há mesmo quem tema que, caso venha a ocupar um cargo de maior influência como o de adjunto de comando, possa abrir ainda mais portas a amigos próximos ou até familiares.
Estas situações são frequentemente comentadas de forma irónica entre operacionais, com alguns a referirem que certos elementos “até parecem alérgicos ao Nomex”, numa crítica à alegada falta de experiência ou vocação operacional de algumas das pessoas que terão entrado no sistema.
A discussão dentro e fora do quartel intensificou-se ainda mais depois das recentes notícias que apontavam que dois quartéis da zona oeste estariam “no pináculo” devido a decisões polémicas relacionadas com nomeações para cargos de comando. Agora, há quem diga que também os Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos começam a caminhar pelo mesmo caminho, caso estas situações não sejam devidamente esclarecidas.
A contestação cresce também em torno da legalidade das possíveis nomeações. De acordo com várias opiniões internas, estas decisões poderão não encaixar nos requisitos definidos no Decreto-Lei n.º 249/2012, Artigo 32.º, que estabelece os critérios obrigatórios para o exercício de funções de comando nas corporações de bombeiros.
Recorde-se ainda que um adjunto de comando é, muitas vezes, um dos primeiros a ser chamado nas situações mais exigentes e críticas do socorro, assumindo decisões operacionais de elevada responsabilidade. Perante este cenário, alguns operacionais questionam abertamente se o elemento em causa terá a capacidade necessária para responder a esse nível de exigência.
Entre muitos bombeiros, reforça-se a ideia de que funções desta natureza devem ser atribuídas com base em critérios rigorosos, como formação adequada, experiência operacional comprovada e mérito ao longo dos anos de serviço.
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