Type Here to Get Search Results !
A sintonizar estações...

Chumbar rastreio de cancro e avançar com 36 milhões para golfe.

Moderação 0


O

s madeirenses quando folheiam notícias relacionam umas com as outras ou pensam compartimentado? Tenho que perguntar isto. Estas duas notícias, quando colocadas uma ao lado da outra, desenha um quadro de prioridades políticas que muitos considerariam, no mínimo, obsceno.

É revoltante e, infelizmente, um exemplo claro de como a "partidocracia" muitas vezes se sobrepõe à urgência da saúde pública. Quando olhamos para uma manchete "Maioria 'trava' rastreio do cancro do pulmão", fica evidente que o jogo político no Parlamento madeirense tem prioridades que não batem certo com as necessidades de quem está no terreno. Têm dito que o Miguel Albuquerque não governa para os madeirenses, tirem as vossas conclusões com as duas notícias.

O cancro do pulmão é uma das doenças com maior taxa de mortalidade e o diagnóstico precoce é a única arma real de sobrevivência. É esta a razão da proposta. Ver uma iniciativa ser rejeitada não por falta de mérito técnico, mas por uma questão de correlação de forças (PSD/CDS-PP vs. PS/JPP/CH/IL), é reduzir a vida humana a uma contabilidade de votos. Quero enviar esta mensagem ao CDS, quando surgir novas Regionais não regressem com aquelas propgandas ridículas em favor dos madeirenses. O CDS é pior do que o PSD, usufruem desalmadamente, não modera o PSD.

A justificação da maioria de que o rastreio já é prioridade e está em "fase de preparação técnica" soa sempre a uma manobra dilatória. Para quem espera por um exame ou um diagnóstico na Madeira, o tempo da política, que se arrasta em "estudos" e "protocolos", é um tempo que muitos não têm. Não bastava faltarem medicamentos de combate ao cancro na farmácia do hospital? O artigo menciona que o SESARAM já dispõe de equipamentos (tomografias de baixa dose) e meios. Se os meios existem, a barreira deixa de ser financeira ou técnica e passa a ser puramente administrativa e política. Rejeitar um projeto-piloto quando se afirma ter a capacidade para o fazer é uma incoerência difícil de explicar ao cidadão comum.

Quanto ao golfe, o contraste de prioridades é uma aberração, a crítica escreve-se sozinha. Enquanto um projeto de rastreio de saúde é travado por questões "técnicas" e orçamentais, o Governo Regional autoriza uma despesa de:

  • 2 milhões já em 2026.
  • 4 milhões em 2027.
  • 30 milhões em 2028.

É inevitável perguntar, este dinheiro dá para quantos rastreios, quantos médicos e quantas cirurgias? A sensação de que Albuquerque governa para uma elite é reforçada por este tipo de "investimento estruturante" que beneficia um nicho muito restrito. Miguel Albuquerque vai ver a "máquina" a Lisboa, disse ele ao seu amigo Bispo Brás, nem assim sente motivação para investir mais na Saúde Regional em vez da aberração das prioridades do seu Governo?

O custo de 36 milhões para um campo de 18 buracos numa zona como o Faial/Santana é um investimento público massivo, mas o retorno direto para a população local costuma limitar-se a empregos de baixa qualificação (manutenção e serviços). A planta mostra uma área enorme (Lombo Galego, Ressoca, etc.) onde atividades tradicionais foram proibidas para proteger a obra. O povo da zona fica impedido de construir ou explorar terrenos para que o "turismo desportivo" avance, com certeza a promoção dos amigos de Albuquerque também. É tudo tão descarado.

Albuquerque é um Trumpzinho ilhéu, há uma fixação em infraestruturas de luxo (campos de golfe, hotéis, grandes obras) como símbolos de "sucesso" económico, ignorando que o "sucesso" muitas vezes não goteja (trickle-down) para as classes média e baixa, antes escraviza-as num modelo que produz pobres.

Albuquerque governa-se e governa para quem pode pagar o green fee, enquanto as necessidades básicas, como a saúde pulmonar, são tratadas como "custos" a evitar.

Uma palavra para a Opinião Pública:

O papel da Opinião Pública é colocar a "partidocracia" de parte e ir ao "osso", quando os políticos "travam" no hemiciclo, a rede e o escrutínio público têm de "acelerar".

O Madeira Opina deve manter o seu formulário aberto e ignorar quem sabota ou tenta por todos os meios silenciar as pessoas, têm que resistir, por convite não chega. É preferível que sejam mais radicais, confiamos no vosso serviço, mantenham o formulário aberto para todos, sei que vão encerrar no dia 15. Se for preciso peçam donativos para os custos, não deixem os que opinam seriamente apeados.


Enviar um comentário

0 Comentários
* Sujeito a moderação. Seja cordial, educado e não faça spam.