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A sintonizar estações...

Contra teleféricos a metro.

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S

ou contra a profusão de teleféricos na justa medida de que ele tem uma piscina e eu também quero ter, o ter para não ficar atrás em vez de avaliar a adequação. Mas por natureza sou contra teleféricos, pela paisagem que se estraga e porque se entras no Ponto A para ir ao Ponto B e passas por cima de toda a gente, então todos os negócios são afunilados no Ponto A e no Ponto B, ficando o itinerário viário às moscas. Para quem quer distribuir melhor o turismo para não se concentrar e criar problemas é uma idiotice esta gestão de criar mais um monopólio, o dos teleféricos, onde ganham os que se precaveram a comprar o Ponto A e o Ponto B por informação privilegiada. A mesma que encareceu os terrenos do futuro Golfe do Faial.

Parece que não era verdade mas vai ser, o PSD, mas agora também o PS são uns visionários dos estendais na paisagem. Lá chegará a aflição do reverso da medalha, com incêndios e ouviremos, o heli não pode operar por causa da "fiarada", entre alta tensão e teleféricos. Aquela cena idiota do teste ao heli para ver se pode operar na Madeira foi coisa de ignorantes ou estratagema para mudar de posição, mas agora esses mesmos já não têm problemas de esticar fios na paisagem. Estou cansado de estupidez.

Os teleféricos concentram turismo em locais e ignoram o resto da economia local. Os madeirenses veem isso ou comem e calam com o desenvolvimento da treta. Desenvolvimento é viver bem, é uma extensa classe média, é ter dinheiro na algibeira e bons serviços públicos, um Estado que pense nos eleitos. O que temos há muito tempo é o governo regional capturado por interesses pessoais e corporativos.

Que texto maçador, vão lá à vossa vidinha, a realidade aperta como sapo a aquecer na panela. A classe política é uma camada de vilhões que querem o lugar para fazer o mesmo. A oposição entrega o poder ao PSD com os exemplos que vamos vendo, entregam o poder ao original.

Querem dispersar turistas e o que provocam é a morte do "Slow Tourism" e do comércio local. Os teleféricos criam bolhas turísticas. Quem vai no ar não para no café da esquina, não compra fruta na banca da beira da estrada e não interage com o tecido comercial que sobrevive ao longo dos trajetos rodoviários ou pedonais. O lucro é extraído mecanicamente e depositado apenas nos extremos do cabo. Precisamos de mais recuperação de veredas e caminhos reais (que distribuem as pessoas pelo território), de transportes públicos elétricos de pequena dimensão que façam circuitos locais, de apoio à fixação de pequenos negócios de restauração/artesanato ao longo dos miradouros existentes. Precisamos de Coesão Social!

Vai tudo para as mãos dos mesmos!

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