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Envelhecimento ativo é com dinheiro na algibeira!

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  • https://www.jm-madeira.pt/regiao/grupo-parlamentar-do-psd-promove-reflexao-sobre-envelhecimento-ativo-AH19877142

M

ais uma "jornada de reflexão", mais um painel de debate e as mesmas conclusões de sempre servidas com um sorriso institucional. Mais um evento para aparecer em vez de resolver, há quantos anos andamos nisto meus senhores?  O Grupo Parlamentar do PSD promove agora uma reflexão sobre o "envelhecimento ativo", mas convém perguntar: como é que se exige que um idoso seja "ativo" quando a sua principal atividade diária é fazer malabarismo com uma reforma de miséria?

Falar de envelhecimento ativo em salas com ar condicionado é fácil. Difícil é ser ativo quando o dinheiro não chega para a farmácia, quanto mais para o lazer. A mente tem que estar livre de preocupações insolúveis para prestar atenção ao corpo. A política regional e nacional tem o vício de preencher os tempos com assuntos laterais, ou seja, conferências, folhetos e "dinâmicas de grupo", enquanto as questões estruturais continuam a apodrecer na gaveta.

Falaram nos cuidadores informais?

Um envelhecimento saudável não se faz com conselhos para caminhar na promenade. Faz-se com acesso rápido a especialistas, cirurgias que não demoram anos e cuidados continuados que não dependam da sorte ou de cunhas. Sobretudo reconhecer o grau de pobreza dos idosos quando estão a privatizar a Saúde onde todos têm que adiantar o dinheiro e receber quando o GR lhe der na gana.

Não pagamos impostos assim. Falam do subsídio social de mobilidade? E os adiantamentos dos idosos na Saúde? Pois, acabou o alarido porque já é por conta do GR.

A rede de lares na Região continua a ser um funil. As famílias estão exaustas e o Estado responde com "reflexões" em vez de camas e infraestruturas dignas que não custem um rim por mês. É preciso mais lares acessíveis e não mais um monopólio, é preciso mais apoio domiciliário e não a dificuldade de pedir um transporte (coisa tão simples). O cuidadores deve ser respeitados e não desconfiados! Cheios de obstáculos.

O maior motor de "atividade" para um idoso é a independência financeira. Se os nossos idosos tivessem dinheiro na algibeira, não precisavam de programas públicos para se manterem ativos — eles próprios saberiam onde gastar, onde viajar e como participar na economia.

O associativismo e os centros de dia são importantes, mas não podem servir de cortina de fumo para esconder a falta de poder de compra. É humilhante pedir a quem trabalhou uma vida inteira que se contente com "atividades lúdicas" enquanto conta os cêntimos para pagar a luz ou a renda. Os idosos são muito mais um negócio obscuro na Madeira do que um serviço real e acessível!

A verdadeira política de envelhecimento não se mede pelo número de conferências parlamentares, mas pelo saldo bancário de quem se reformou. Menos conversa, menos "literacia" para quem já sabe tudo da vida, e mais dinheiro no bolso. Um idoso com autonomia financeira é, por natureza, um cidadão ativo. Um idoso pobre é apenas um sobrevivente à espera que a próxima "reflexão" política lhe traga algo que se possa comer ou usar para pagar os medicamentos.

Basta de entreter os idosos com migalhas culturais quando o que falta é o pão da dignidade.´

Desculpem e não associem mal, por favor, estas conversas do PSD parecem as do PAN, queriam melhores cuidados com os animais, mas não zelavam pela saúde financeira dos tutores para serem capazes de providenciar toda a atenção.

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