Q
Quando Paulo Cafôfo aparece, em foto, em amena cavaqueira com Luís Miguel Sousa, em tempos sem AI, começou o fim da sua carreira Política. Foi dito na altura e aconteceu. Há erros crassos. Quando os jornalistas ficam "piursos" com alguém, é que eles não servem para serem testa de ferro de alguns que, sonsamente, põem na boca dos outros o que precisam. E honra seja feita, o JPP tem uma pessoa que sofre nessa situação.
Quando Jardim vai a um evento do JPP, e faz um elogio, significa que o partido serve de back-up ao CDS quando este finalmente definhar, coisa que se anuncia com duas recentes "abocadanhas" por elementos do PSD. Sinal de que têm acesso a sondagens intermédias.
O conceito de Autonomia de Jardim tem o argumentário de embrulho, mas o objectivo é atingir a perfeição da sua "Autonomia" que nem a Justiça consegue já escrutinar, acusar e condenar. Portanto, quem se associar às ideias do argumentário de embrulho vai se "enterrar", porque depois de cair o voto impensado como o evento contribui para uma máquina mais oleada. Quem não o fizer não é "Autonomista", "Cobras e Lagartos", fogo neles, são divisionistas.
Mas Jardim não é episódio único, Miguel de Sousa, nomeadamente em noite eleitorais, costuma lançar os seus elogios ao JPP, é um insuspeito de ser por amor, porque tudo nele é interesse. Os sobreviventes de 50 anos, quando um líder está queimado, posicionam-se para a fase seguinte. Jardim sempre quis outra fase no PSD, e Miguel de Sousa trata da sua vidinha.
Dizem por aí que, se há votos do PSD no JPP, deve-se ao seu combate contra o sistema e regime instalado, por outros tantos que perceberam que, o seu partido ideológico, foi tomado por uma classe empresarial que submete os dinheiros públicos aos seus interesses, por uma Elite que não sabe fazer outra coisa que não se empregar e usufruir do poder, e por uma vasta rede de dependentes, do partido à oposição.
A JPP cresceu pelo seu desempenho na ALRAM, liderado por Élvio Sousa, pelo "gajo porreiro" que é Filipe Sousa, pelo seu trabalho de campo e por gente descontente no PSD, quando se convida mais do mesmo, há a certeza de que Jardim não vai permitir votos na JPP apesar dos elogios e que os votantes descontentes do PSD leiam... outros que caíram no mel. É difícil não cair, veja-se o apoio final de Manuel António Correia, o que será que o vergou para o apoio a Albuquerque nas Regionais. Jardim quer o JPP em stand-by, se acaso isto descambar um dia... o mel ajuda.
Em política, existe uma suprema arte do mel que desarma, não podes ripostar e ser mal educado, mas o retorno só está em favor do opositor. Há portanto que evitar cair nesse momento, quando se vai à sua procura é um momento impensado, na sequência da vaidade que já os enclausura na Comunicação Social que condiciona e gere notoriedade a gosto do poder. O Poder é mais do que o PSD.
A notícia que veem em anexo é sobre Jardim e suas ideias e não da JPP, teve uma página, por alguma razão, e garanto que não foi a favor da JPP. Os partidos da oposição lutam contra e deslumbram-se com elogios que são puro veneno.
Agora o JPP tem que apagar o episódio, arrepiar caminho, mas ficará a dúvida.
Que nenhum Chega, lá nos seus eloquentes "preto e branco", leia este artigo, é que a maioria deles saiu do PSD, mas não convidam ninguém, talvez conheçam a arte do mel de berço. E muito menos um Beto estrábico.
Aguardo para ver um elogio de Jardim e Sousa durante uma campanha eleitoral ao JPP.
Envie texto ou siga-nos nas redes sociais:


Regras e Diretrizes da Comunidade
1: Não publique e-mail ou qualquer tipo de informação pessoal.
2: Não publique links do seu próprio blog/site.
3: Não faça spam, respeite.
4: Para Ajuda e Suporte, utilize o formulário de Contato.