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Isto a propósito da ETAR que a CMF inaugurou em junho passado, um investimento de 17,5 milhões de euros. Constata-se, agora, 9 meses após a inauguração, duas coisas inconcebíveis: que está no limite de operação e que não está de acordo com as exigências atuais no que concerne ao tipo de tratamento das águas que lá são tratadas.
Penso que dois factos concorreram para esta realidade e que ambas resultam simplesmente porque se tratava da gestão da coisa paga pelos contribuintes, ou seja, pago pelos outros, sem que qualquer responsabilidade seja imputada aos decisores públicos. E estes factos são a demora exagerada de decisão e a necessidade cega de cumprir, a qualquer custo, as promessas políticas.
Interessante ler o artigo do DN Madeira sobre a inauguração, onde nos chama a atenção para “…uma obra que já conta vários anos de atraso.”
- https://www.dnoticias.pt/2025/6/27/453994-etar-do-funchal-inaugurada-esta-tarde
Depois da asneira cumprida pela presidente de câmara anterior, a atual vereação, vem com pruridos, de quem não pode culpar a anterior equipa da mesma cor, tentar branquear o avultado e criminoso investimento.
Fosse a anterior equipa de vereação de outra cor política, aposto que seria mandado efetuar, imediatamente, uma auditoria, uma acusação no Ministério Público, uma denúncia na entidade que controla o PRR e uma reiterada campanha nos meios de comunicação da região, incluindo este para onde vos escrevo.
E talvez não fosse de todo inconsequente, por iniciativa do próprio Ministério Público e do Tribunal de Contas, um aprofundamento de todo o este processo.
Estamos a falar sempre da mesma trilogia que já trouxe alguns sustos a alguns políticos regionais, alguns deles repetentes noutros processos (Pedro Calado e AFA): dinheiro, política e interesses privados. E não fica impune a presidente da altura, Cristina Pedra, que tanto tentou passar a imagem de retidão e que poderia ter decidido, com essa retidão que sempre quis fazer transparecer, uma revisão de todo o projeto. Elementos não lhe faltaram, restando uma das duas para não o fazer: incompetência ou interesses comuns com os outros culpados.
Recorde-se que a antiga líder camarária foi já arguida numa mão cheia de processos ao longo da sua atividade privada. Se fosse novamente arguida, já não seria nada de novo, nada que uns bons advogados do Continente não resolvessem. Até poderia ser o do Pedro Calado. Sempre poupavam uns trocos em deslocações, estadias e refeições e, quem sabe, um desconto de quantidade.
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