Sem lei, sem instituições, sem ordem, só pela força.
O Trump ficou sem "Cards" e caiu-lhe a ficha?
E
A arrogância do "todo-poderoso" que prometia uma vitória rápida em poucas semanas desvaneceu-se na realidade brutal de um conflito, sem fim à vista, forçando-o a mendigar o apoio militar e financeiro de países que ele próprio tem hostilizado, humilhado com tarifas alfandegárias e retórica isolacionista. Então a América Grande Outra Vez não resolve o assunto? É o cúmulo do narcisismo político, criar uma crise global para alimentar o ego e, depois, passar a fatura da despesa e do sangue aos aliados.
A contradição atinge níveis de absurdo quando observamos o tabuleiro geopolítico que este anormal está a montar. Enquanto o Médio Oriente arde e o Estreito de Ormuz se torna um cemitério de navios, Trump parece jogar um jogo duplo que beneficia diretamente o seu "amigo" em Moscovo. Que sem vergonha sem escrúpulos. Retirar sanções à Rússia no momento em que a estabilidade energética mundial colapsa é um golpe de mestre da traição aos valores democráticos ocidentais! É um insulto ver equipas ucranianas, que lutam pela sua própria sobrevivência, serem desviadas para tentar neutralizar a ameaça de drones no Médio Oriente, drones esses que são fruto das mesmas alianças que o Trump facilita ao aliviar a pressão sobre o Kremlin. Ele utiliza as crises como peças de xadrez para os seus próprios interesses obscuros, ignorando o sofrimento das populações e a integridade das nações que supostamente deveria proteger como líder das democracias. Que vergonha Trump, mas vais pagá-las.
O que estamos a presenciar é a gestão de um mundo governado pelo impulso e pela falta de escrúpulos, onde o Direito Internacional foi substituído pelo capricho de um homem que vê a democracia como um obstáculo. Ao pedir ajuda à China, França ou Japão para patrulhar Ormuz, Trump admite implicitamente que a sua "América Primeiro" é, na verdade, uma "América Sozinha" que não consegue aguentar o peso das suas próprias asneiras.
Vamos apanhar pela medida grande, o Irão é muito capaz disso. O perigo real não é apenas o preço do barril a 100 dólares, mas a constatação de que o líder da maior potência mundial é um incendiário que não tem remorsos em trocar a liberdade da Ucrânia ou a paz no Médio Oriente por um qualquer acordo de bastidores que lhe massaje o ego e salve o coiro.
O mundo está a aprender, da forma mais cara possível, que confiar o destino de todos a este perfil é aceitar viver num estado de sobressalto permanente, onde a próxima cartada pode ser a eliminação do que resta da ordem global.
Lembrem-se que Trump instrumentalizou as forças armadas americanas para a sua política. Isto é grave.
- https://sicnoticias.pt/especiais/tensao-eua-irao/2026-03-14-video-trump-solicita-apoio-naval-internacional-para-garantir-passagem-pelo-estreito-de-ormuz-23106e3a
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