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Esta notícia que envio é um déjà-vu, mas quanto mais se repete parece que as pessoas andam anestesiadas e não se importam. Não sentem a situação? Este artigo toca na ferida aberta de muitos madeirenses, a crise da habitação. O facto do Funchal estar consolidado no "Top 5" das cidades mais caras de Portugal, ao lado de colossos económicos como Cascais, Lisboa e Oeiras, é um sinal de alerta máximo para a sustentabilidade social da região. Há dúvidas com tanta propensão para a pobreza nesta terra?
Diferente de Lisboa ou Cascais, onde a concentração de sedes de empresas e salários elevados é maior, o Funchal enfrenta estes preços (média de 1.700€ para arrendamento) mantendo uma estrutura salarial que, em larga escala, não acompanha este ritmo. Isto empurra a classe média e os jovens para fora da capital, criando um fenómeno de "periferização" forçada. Mas, e com esta estrangeirada toda e a "resortização" da ilha, é mesmo para a periferia ou vão embora da Madeira? Quem pode que dê o salto antes de ficar preso sem condições para emigrar.
A foto do iate de luxo com o Funchal ao fundo é uma metáfora perfeita, parabéns ao subliminar do jornalista. A cidade está a tornar-se um destino de elite. A análise do Imovirtual reflete a pressão da procura externa (nómadas digitais, investidores e reformados estrangeiros) que, com maior poder de compra, inflaciona os preços para o mercado local.
É impressionante notar que o Funchal já ultrapassou destinos tradicionais do Algarve (como Lagos) e aproxima-se perigosamente dos valores de Lisboa no arrendamento. Enquanto Lisboa mostra uma "ligeira redução de 2,7%", o Funchal parece não ter ainda atingido o seu teto, o que é preocupante para quem procura casa agora em 2026.
Albuquerque não governa para os madeirenses, governa para estrangeiros, os empresários do regime e para o entretenimento das massas. Até que ponto as políticas de habitação do Governo Regional estão a conseguir mitigar este efeito? Zero! As iniciativas muito publicitadas são miseráveis para a dimensão do problema.
O "alojamento local" e a hotelaria continuam a ser os bodes expiatórios ou o problema é a falta estrutural de nova oferta para residentes? Se não querem desistir da estrangeirada onde está a compensação para os madeirenses? Nem são melhor pagos nem o governo deixa de investir em campos de golfe para apostar em habitação social.
O Funchal é uma capital para quem? Há um abismo entre os preços de Cascais e os ordenados da Madeira!
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