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Um país rico, governado por um ignorante vai ser esfolado por um colonialista ganancioso

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Q

ue grande negócio, o colonizador ajoelha um país orgulhoso por causa de um ditador ignorante e uma Nobel, que saliva por governar, vende o país e ainda oferece a medalha. E não tem direito à palavra. Este é o exemplo de um país rico mal governado, que sirva de lição para todos os eleitores portugueses.

O que há de novo? A Venezuela bem entalada. Com uma "barreira policial" à porta, o "polícia do mundo" é mais bandido do que os gangues todos da Venezuela, com a sorte de ter um exército.

A sugestão de Trump em integrar a Venezuela como o "51.º Estado" dos EUA é o exemplo máximo da ironia histórica. É o que se chama "vender a alma ao diabo" para resolver um problema político, e compreendo perfeitamente que Simón Bolívar, o libertador tão venerado, que sonhava com uma América Latina unida e soberana (a Grã-Colômbia), dê voltas ao tumulo com esta capitulação final.

A oposição da Venezuela é tão ignorante quanto o ditador, ao celebrar esta "vitória" ao lado de Trump, parece esquecer que a independência foi conquistada com sangue. Ao aceitar a ideia de se tornarem um estado norte-americano, Corina Machado e os seus aliados estão a trocar a ditadura de Maduro por uma colonização económica e política voluntária. É a "anexação da alegria" por causa de um título de basebol, não souberam desenvolver um país, mas Trump vai saber disparar a sua conta que vai a pique, para cima!

Para Donald Trump, isto é o negócio perfeito, recursos naturais vastíssimos (petróleo) e controlo total sobre a região, sob o pretexto de "restaurar relações". Ele utiliza o desporto (o Mundial de Basebol) como o cavalo de Troia perfeito para lançar uma ideia que, há dez anos, seria impensável, ou a alguns meses com o ditador a dançar feito louco... ignorante.

É fascinante (e assustador) como um título mundial de basebol em Miami é usado para validar uma mensagem de rendição política. O povo festeja em Caracas o título, mas a notícia sugere o fim da Venezuela como nação independente.

Amigos, temos outros loucos por cá.... como se não houvesse amanhã, a factura cai sempre para os mesmos. Tomem juízo nas eleições, a liberdade e a autonomia são difíceis de gerir e têm custos, mas o momento em que se aceita que "outros" decidam por nós, em troca de estabilidade ou "apoios", é o momento em que a identidade morre. Já falimos duas vezes!

Se Bolívar levantasse a cabeça, veria que o amarelo, azul e vermelho da bandeira estão a ser usados como papel de embrulho para um presente que ninguém vai conseguir devolver. É a política do "Showbiz" a devorar a história de um povo.

Miras, luso-descendentes, venezuelanos, arranjem maneira de fugir porque o "urso da américa" é igual ao "urso russo", um bandido de primeira.

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