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A venda da sede do PSD-M

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D

onald Trump, esse genial gestor do mundo, fechou 6 investimentos por falência (um deles um casino), foi duas vezes à falência pessoal. Era uma pessoa tão credível que da última vez só um banco russo o salvou e assim ficou preso aos braços de Putin.

A história de sucesso do PSD é muito parecida, faliu a Madeira duas vezes, teve uma fundação tipo casino do Trump que deu perca, faltou às bolsas de estudo, arrendou o CEMA aos chineses, que não prestavam, e agora, finalmente, vai vender a sede. Será que vai ser daquelas negociatas de vender e ficar?

Eu não sei como esta gente administra a coisa pública, Albuquerque também teve o seu episódio com a Quinta das Rosas e depois apareceu com a Quinta com piscina na Ponta Delgada. O dinheiro público é um verdadeiro curso de gestão, dele ninguém vai à falência, em pouco tempo no poder a fortuna de Trump disparou, nós por cá também temos desses milagres. Há um que passou de devedor a rico, e constou nas tabelas dos mais ricos políticos numa revista em dois tempos. Milagres abençoados pelo nosso bispo do Funchal, que até diz que não deveriam pagar tanto nas indemnizações aos lesados sexuais da Igreja.

Esta coisa do PSD vender a sua sede é prenúncio de que vão acabar as vacas gordas do imobiliário? São as rusgas que acabaram as jogadas de financiamento do partido?

Não entendo porque o PIB não resolve isto, como resolve a vida dos madeirenses. Parece que o PSD-Madeira decidiu levar o conceito de "casa aberta" a um nível literal, transformando o seu património imobiliário em saldos de Primavera para acalmar a banca. Depois de anos a pregar a estabilidade, o partido descobre agora que a melhor forma de manter as bases é vendendo o chão onde elas pisam, na esperança de que, ao alienar as sedes de Machico ou da Ponta do Sol, as dívidas desapareçam tão depressa como um militante de um oponente que queira pagar quotas para votar. É a suprema ironia da autonomia, ser dono do seu destino, desde que o destino não esteja hipotecado ao senhorio.

O plano de "engenharia financeira" é tão brilhante que até a sede regional entra no pacote, foram aconselhados por aquela da "sedes" que não se sabe porque desapareceu da ilha? Que negócio, o partido preparar-se para pagar renda na sua própria casa, foi o mestre da Economia que ensinou como se faz com o exemplo do Lojão? Entre vendas sigilosas e sedes que fecham por "pouca atividade", a estratégia parece clara, se o povo já não vai à sede, vende-se a sede ao povo (ou a quem tiver liquidez). 

PSD um partido a mingar. Porque não arrendar o edifício a uma loja chinesa?

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