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A sintonizar estações...

As dualidades do rigor da CMF.

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m cima temos os novos ferros verticais da rua pedonal dos Murças vista desde a Rua dos capelistas, artéria por onde mais passam deputados e tachistas. Em baixo, não é para ir à capela mas sim à Igreja do Colégio, temos uma praça livre para o estacionamento do fiéis, muitos deles, gordos e magros da política, que vão para serem vistos como são "santos".

Em cima pressuponho que é para não estacionarem carros ali, para folgar porque não dá para a passagem de outro, mas não sabem tirar manhas bloqueando veículos? Os carros removem-se, os ferros não. Vão ter todos cadeados? E quem fica com a chave? Naquela artéria há a Clinica da Sé e outro novo espaço, com outras especialidades na área da Saúde onde fazem exames ao coração, uma nova clinica. A pessoa que decidiu isto na Câmara do Funchal deve achar que assim inutiliza os estacionamentos e melhora a passagem de ambulâncias, carros do lixo, particulares que levam idosos com fraca mobilidade? As ambulâncias devem ser munidas de ramonas a bateria, outro utensílio médico que salva vidas.

A pessoa que decidiu meter os ferros com aquele preciosismo não enxerga o que se passa na praça à frente da Câmara Municipal do Funchal?

É por estas e por outras que muita gente diz que a Igreja e a política amantizaram-se, e a Polícia vai atrás na dualidade de critérios. Porque é que a Polícia não grampa veículos na hora da missa? É só na manhã seguinte onde apanham os turistas que no dia anterior copiaram os madeirenses?

O perdão na fé é uma hipocrisia, supostamente o perdão serve para não repetir. No Largo do Município não, prevarica-se para bater a mão no peito todas as semanas.

A pergunta que se impõe, há mais ferrinhos daqueles na CMF para colocar no Largo do Município? adequem os meios às situações. Parece que até na Saúde privada a política faz asneiras.

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