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Assembleia Municipal do Funchal: entre a renovação e a exigência.

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 mais recente sessão da Assembleia Municipal do Funchal deixou um sinal claro, apesar de persistirem intervenções frágeis e pouco preparadas, começa a notar-se uma nova geração política mais capaz, mais combativa e, sobretudo, mais focada nos temas concretos que interessam aos funchalenses.

Entre os destaques positivos, a Iniciativa Liberal voltou a demonstrar consistência, com especial referência à deputada Rosalinda, que esteve segura, assertiva e bem preparada. Também Liliana, da JPP, rubricou uma intervenção de nível elevado, mostrando conhecimento dos dossiers e capacidade política.

No Chega Madeira, importa reconhecer uma evolução muito significativa. O grupo municipal revelou maior maturidade, melhor preparação e maior eficácia política. Nelson Ferreira destacou-se claramente, assim como Daniel Alves, ambos com prestações sólidas e interventivas. É justo dizer que, no geral, o Chega apresentou uma imagem bastante mais consistente do que em momentos anteriores.

Da parte da JPP, merece igualmente nota de relevo Isabel Santos, que esteve em excelente plano, reforçando o peso político do partido naquele órgão.

No PSD, confirmou-se aquilo que muitos já reconhecem: existe um conjunto de jovens quadros com enorme potencial. João Paulo Marques sempre Brilhante e David Mata voltaram a demonstrar qualidade, preparação e futuro político. Pedro Pereira do CDS também muito bem . São nomes promissores e que elevam o nível do debate democrático.

Nem tudo, porém, foi positivo. Uma deputada municipal do Chega protagonizou uma das intervenções mais fracas da sessão, excessivamente dependente da leitura, mal conseguida na forma e vazia no conteúdo. Mais grave ainda, desperdiçou a oportunidade de abordar de forma séria um dos temas centrais: o futuro edifício da Rua da Infância.

Se o presidente da Câmara já anunciou habitação a custos controlados para aquele espaço, o papel de uma oposição responsável deveria ser simples e objetivo: questionar o regulamento de acesso, os critérios de atribuição e garantir transparência total. Será para todos os que precisam ou apenas para os habituais beneficiados? Essa é a verdadeira questão.

Em suma, a Assembleia Municipal do Funchal mostrou sinais animadores. Há talento emergente, maior exigência política e oposição mais preparada. Se este caminho continuar, o debate público no Funchal só tem a ganhar.

Ainda que faltem alguns deputados por faiar .

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