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O que vimos não foi um debate, foi um atentado à inteligência de quem ainda acredita na palavra. Tentar meter o Pacheco Pereira e o André Ventura na mesma mesa foi um erro de palmatória. O senhor Ventura não é homem de debate, é um selvagem do barulho, uma besta quadrada que só sabe ganir para não deixar ninguém falar.
É preciso ser-se muito "corajoso", ou ter uma lata que não cabe no Funchal, para enfrentar um vulto como o Pacheco Pereira sem ter um décimo da sua bagagem. Mas como não tem argumentos, o Ventura usa a única arma que conhece, o bloqueio. Ele não quer esclarecer, ele quer boicotar, confundir, agitar, baralhar, etc. É um mestre na arte de destruir tudo com ruído, transformando a política num circo de estrada onde só o grito conta.
Repararam os decibéis no debate?
Está na hora de dizer basta a esta política de tasca. Um debate serve para confrontar ideias, não para ver quem é que berra mais alto. O que o Ventura faz é cobardia mascarada de valentia; é o medo de quem sabe que, se o silêncio se fizesse, não teria rigorosamente nada de útil para dizer. A política precisa de gente civilizada, não de quem se comporta como um animal à solta num programa de televisão.
O Chega e André Ventura só entendem um debate, o mesmo da Hungria.
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