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Eduarquo é mais um outsider da elite que foi nomeado sem eleição para um cargo, pior ainda, é que mesmo em disciplina partidária, os militantes do PSD-M também são cidadãos que veem o caos viário, a carestia, o afastamento dos madeirenses de lugares icónicos, a impossibilidade de relaxar numa levada serena sem milhares em fila indiana ou um aparato de resgate, pelo preço das casas e pelo fim da qualidade de vida.
Para além disso, o Madeira Opina ao publicar as verdades que muitos pensam mas não podem dizer, acerta na mouche e coloca toda a propaganda de Eduardo Jesus ao nível da paródia, provam como as páginas a metro são tão compradas como os prémios, através do Mediaram e das viagens à BTL, tachinhos, e quando assim não é, aquele comportamento visto na ALRAM contra jornalistas que tentam exercer a profissão de forma honrada, sem interferências ou ameaças.
Não sei há quanto tempo existe o Madeira Opina, mas deve ser contemporâneo dos mandatos de Albuquerque, percebe-se que há secretários inócuos, secretários criticados e secretário marcados, é evidente que são as pessoas que escrevem que fazem a casa, mas dá para entender o foco da Opinião Pública onde está. Eduarquo não é popular, ao contrário do que ele se convence e pensa pelos aparecimentos a metro na comunicação social, isso vê-se nas redes sociais, na forma como de dentro do PSD não gostam dele, nas criticas no Madeira Opina, etc.
O descalabro deu-se com o excesso de prémios comprados e a ostentação pública que o tornaram alvo, por contraponto ao desastre governativo, na perspectiva dos madeirenses que sofrem na pele com as suas políticas. Ele não sente porque não é eleito, é nomeado. Albuquerque sim precisa de ser eleito para o chamar e trabalha para ser eleito. Voltará a chamar Eduardquo com esta impopularidade? Albuquerque precisa de alguém para apanhar com as culpas, tal como outros secretários que levaram com uma guia de marcha, alguns ao nível gabarolas de Eduarquo e outros tão incompetentes quanto ele, com problemas na Justiça ou em vias disso. Há um secretário rato e sonso que foi promovido para sair da linha de sucessão...
Eduarquo é facilmente descartável por vários prismas, só a imprensa está obcecada por ele. Aquela cena da ALRAM foi marcante. Sentia-se tão à vontade com o coro da bancada do PSD-M e a impunidade na comunicação social que o zela pelo rendimento do Mediaram. A determinada altura, e ainda o é, Eduarquo parecia o sucedâneo de Calado na imprensa, tal como aconteceu ao Calado, o Eduarquo voltou a fazer muita força e rachou. Não existe só notoriedade na promoção pública, também queima.
Com o fim da limitação de mandatos de Albuquerque, Eduarquo só pode estar de beiçolas, mais uma vez "cortam-lhe as pernas", tal como na ideia de substituição de Albuquerque na fase aguda das iniciativas judiciais, em que o seu nome foi barrado por todos. Parece que toda a gente sabe o que a casa gasta na política, no comportamento social e profissional, sobretudo na miséria que provoca nos madeirenses. Não ganha eleições e é tóxico. A maioria quer manter o status quo, pode bem imolar o bezerro.
O congresso do PSD-M colocou Eduarquo no seu lugar e já deve estar a pensar que, quando houver eleições, as verdades ditas e escritas na Opinião Pública vão contar, a fórmula dos prémios comprados e a sua propaganda estão desacreditados e quase nenhum madeirense o tolera. Ele representa o fim da Madeira dos madeirenses. Agora é só caos, carestia e mais pobreza para quem não seja do séquito da ganância.
Parece que afinal o aterro foi aumentado no congresso do PSD-M.
Albuquerque queima delfins como Jardim, passito a passito soma mandatos e arrasa a concorrência.
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