Type Here to Get Search Results !
A sintonizar estações...

O contraste entre a cosmética e a sobrevivência

Moderação 0

V

ivemos num tempo de absurdos, um tempo promovido por um Presidente que parece estar tão louco quanto o Trump. São investimentos tresloucados como se não soubessem o que fazer ao dinheiro, são apoios de recuperação e resiliência que não chega onde devia, isto, enquanto os madeirenses chegam à caixa do supermercado e deixam ficar alguns produtos porque o dinheiro não alcança.

Vivemos um tempo de ricos no preço das casas, na construção de campos de golfe, de "n" loucuras orçamentais, com os madeirenses aflitos a cheirar o PIB. Por outro lado, temos nesta cidade jardins que são uma vergonha, desleixados, talvez porque aquela geração que se dedicava a estas coisas pereceu e, os novos, são todos importantes com um tachinho ou os eleitos não têm sensibilidade sobre o que é a imagem emblemática da Madeira.

As Casas do Povo já de si precisam de fiscalização, para entender onde é gasto o dinheiro ou se acaso são como o jornalismo, um braço armado do poder a angariar o voto. Jardins, poderiam ser importantes se os que temos estivessem cuidados e se toda a parte social da Madeira não precisasse de uma revolução, é que pura e simplesmente estamos a desaparecer sem Saúde, sem dinheiro, sem atenção do Governo eleito.

Enquanto o Governo Regional promove o programa "Upgrade", para reabilitar espaços públicos e elementos paisagísticos, a realidade do custo de vida na Região tornou-se um dos maiores desafios da autonomia sem qualquer atenção do governo eleito. às vezes penso que se eles estão bem, é o que basta, porque todos deverão estar bem.

Investir 1,4 milhões de euros em jardins quando as listas de espera na Saúde e o preço dos cabazes alimentares são críticos parece, para muitos, uma política de "pão e circo", mas onde o pão começa a escassear. Trabalha-se para notícias, propaganda, estatísticas e imagem.

As Casas do Povo, que deveriam ser centros de proximidade e apoio social, são frequentemente criticadas por se tornarem extensões do poder executivo. Posso ser mais claro, autênticas sedes de um PSD falido a custas do erário público. O receio de que este contínuo pipeline de fundos não são para o social acaba por se refletir na ideia dos jardins quando os jardins que existem estão destratados e a população ainda mais! A introdução de jardins nestas sedes, em vez de reforçar valências de apoio domiciliário ou bancos alimentares, reforça a ideia de que a prioridade é a estética política e não o impacto social direto.

O aumento dos custos fixos (energia, combustíveis, alimentação) torna a ida ao supermercado um exercício de exclusão, onde produtos essenciais ficam na prateleira, num quadro onde a habitação é uma miragem, de novo por políticas erradas na construção e no turismo. O GR mais depressa infraestrutura negócios aos amigos com o dinheiro público do que deita a mão aos madeirenses

Para quê mais Autonomia, para mais loucuras? A autonomia deveria servir para proteger o povo da inflação e da precariedade, e não para financiar concursos de "melhor jardim" enquanto as casas se tornam inacessíveis e a saúde um privilégio.

Determinadas decisões só podem ocorrer com o trabalho de casa feito. E não está!

Enviar um comentário

0 Comentários
* Sujeito a moderação. Seja cordial, educado e não faça spam.