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A sintonizar estações...

Os autarcas deram-se conta do caos no Alojamento Local.

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ão sei se só acordaram agora ou se querem começar a decidir finalmente com bom senso. Agora todos sabem as maleitas do Alojamento Local, para lá dos que não lucram mas aturam o turismo que o Eduardo Jesus trouxe para a terra.

Tem sido noticiado das boas que têm dito no debate autárquico sobre os AL. O resumo do cenário é um autêntico "acordar" para uma realidade que se tornou caótica em muitos prédios de habitação coletiva.

Bateu duro dentro da câmara, o conhecimento do caos no coração dos prédios, o que as licenças de AL provocam. A notícia do DN descreve uma situação de "anarquia" em edifícios que antes eram familiares e agora funcionam como "hotéis sem lei". Os relatos são graves e indicam um descontrolo total, ponham-se na pele das pessoas, pensem que era a vossa casa meus senhores das autarquias.

O Funchal atingiu um limite crítico. O número de camas de AL já rivaliza ou ultrapassa a hotelaria tradicional em certas zonas, transformando o mercado habitacional num "deserto" para quem quer viver e trabalhar na cidade. Consegue "matar" o madeirense por todas as maneira!

É tarde, mas antes do que nunca, a Assembleia Municipal e a Câmara do Funchal decidiram finalmente enfrentar o problema. discute-se a suspensão de novas licenças em zonas saturadas e a criação de regras muito mais rígidas para o funcionamento do AL em prédios de habitação.

Aleluia. Isto rivaliza com a decisão da Pedra em relação à noite e o barulho dos bares que promovem desacatos e violência na cidade. Em frente. Não sei como, admite-se que a fiscalização falhou e que é necessário dar mais poder aos condomínios para travarem abusos.

Durante muito tempo, só os "maluquinhos" que escreviam no Madeira Opina (MO) pareciam saber de algumas coisa, houve uma "vista grossa" ao crescimento do AL por causa do turismo, mas o custo social tornou-se insuportável. É um dia de parabéns ao MO e à CMF, finalmente. Mas aguardem que tal como nos bares, há sempre um contra-ataque dos interessados

O problema é que o despertar acontece quando o tecido social de muitos bairros do Funchal já está severamente danificado. É a passagem da "lei da selva" para dentro das próprias casas das pessoas.

É importante existe a plataforma do Madeira Opina. É preciso memória futura.

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