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ão percebem que as bandas, tal como qualquer agrupamento artístico, não têm problema nenhum? Ou melhor, têm os problemas normais, de sermos todos humanos com falhas, mas tirando isso são grupos iguais aos outros.
Já vi bandas municipais a serem péssimas a nível musical. Também já vi o contrário. Normalmente isto é cíclico e depende muito da gestão de cada banda. A direção de cada banda define se a qualidade importa ou se são os números.
Do que tenho visto (tenho andado atento), a ABFRAM não se mete na gestão das bandas, nem tem a capacidade de decidir o que quer que seja. Isto até pode ser uma atitude nobre, mas, tal como em tudo, representa uma "ponta" de negligência na fiscalização da qualidade musical dos seus associados.
Agora vai a minha sugestão, que defendo não só para as bandas como também para grupos de folclore e tudo o que leve no peito a marca "Madeira".
A ABFRAM tem de impôr regras aos seus associados. Desde logo:
- Bem vestir;
- Saber estar dentro e fora de palco;
- Qualidade musical padrão, com número mínimo de músicos, com uma representação equilibrada de cada naipe;
Defendo também uma Gala anual que premeie:
- Melhor qualidade musical;
- Melhor apresentação e interação com o público;
- Melhor banda.
Estes prémios seriam organizados pela própria associação e votados por um júri em que poderia ser escolhido um elemento de cada banda associada, ou um totalmente externo ao contexto, ou assim-assim.
Desta forma poderíamos "puxar o nível" pra cima para que estas situações de St. António não aconteçam.
Ah, antes que me esqueça: a qualidade PAGA-SE!
A ABFRAM poderia, e pode, sugerir uma tabela de preços para as suas bandas associadas (as que cumprirem com os requisitos), para que os clientes possam escolher as bandas para os seus serviços.
Só com regras destas é que a malta das bandas não andará às cabeçadas (... veja-se Câm. Lobos...).
O ser humano pode ter toda a boa vontade e coração do mundo, mas se não houver regras, ninguém se entende. E, neste momento, a tal banda de St. António (e outras) são o produto de um paradigma em que todos fazem o que querem e ninguém diz o que está certo ou errado.
O mercado ensina, mas não regula!
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