| Retirado do DN-M |
- https://www.dnoticias.pt/2026/4/21/489124-ratos-atacam-e-poem-em-risco-ninhos-da-freira-da-madeira/
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Com a meia serra a crescer e este turismo de supermercado a calcinar as serras, alimenta-se a rataria no meio da serra. Em breve se juntaram os da cidade e os da serra, fazendo uma larga faixa de rataria que vai envergonhar todos. A culpa é de Eduardo Jesus. Ainda não estão a pensar mudar este indivíduo?
Na Madeira nada se planifica, depois surgem as consequências que são abafadas com propaganda. Esta é a previsível combinação, perfeita (e trágica), de dois mundos que colidem na nossa serra, o descuido humano e a fragilidade da natureza. O lixo deixado pelos turistas (e residentes) nas zonas de lazer e trilhos do Maciço Montanhoso Oriental não desaparece por magia.
Restos de comida e embalagens são o banquete ideal para a proliferação de ratos e ratazanas em altitudes onde, normalmente, teriam dificuldade em prosperar. O Overtourism descontrolado multiplica este volume de resíduos, transformando as imediações do Pico do Areeiro e Ruivo num foco de alimentação para predadores. Como os ratos estão em números anormais devido ao lixo, acabam por atacar o que encontram pelo caminho para diversificar a dieta, os ninhos da Freira-da-Madeira (Pterodroma madeira).
Esta ave, uma das mais raras do mundo, nidifica em buracos no solo.
O pior predador da Madeira é o Eduardo Jesus, predador pelo turismo, infestante pelo ambiente. Ele é orgulhoso, teimoso, de umego incapaz de corrigir, a única maneira disto acabar é pô-lo a andar e meter alguém sério e não mais um da política, como fizeram na Saúde que é outra área que está um desastre. Vão ouvir falar...
Os ratos não atacam apenas os ovos, atacam as crias e, por vezes, os próprios adultos, pondo em risco décadas de um esforço de conservação caríssimo e delicado (como o projeto LIFE Pterodromas). Temos o turista ou o residente que acha que "um papelinho ou uma casca de fruta não faz mal" (o chico-esperto da montanha), isso altera o equilíbrio e dá sustento, neste caso, aos ratos.
Temos o desprezo pelas regras de "trazer o lixo de volta", tal como o desprezo pelas prioridades na estrada. Pagam as "Freiras" (literalmente). Uma espécie endémica, que é um dos maiores orgulhos da nossa biodiversidade, pode desaparecer porque alguém não teve a destreza mental de levar um saquinho para o lixo.
O limite de resiliência da nossa serra já deu o "estalo". O aumento de 40% de desastres e ataques à biodiversidade mencionados no relatório da UNESCO não são estatísticas abstratas, são ratos a comer aves raras porque o ser humano transformou o santuário natural num parque de merendas sem regras.
Ou mudamos a forma como tratamos a serra, ou as consequências serão irreversíveis para o que torna a Madeira única.
Ponham o Eduardo Jesus a andar, só faz asneiras e esta não é uma menor! Começou a hecatombe, o desequilíbrio da natureza. O Madeira Opina ainda vai ser um "santuário das previsões", conservem por favor o site caros gestores da plataforma.
Nota #1: atenção que a baixa do Funchal não está melhor com a rataria, e não falo da política.
Nota #2: estou admirado os agricultores não se queixarem, será qe não têm palavra pública?
Nota #3: vai aparecer mais uma menina a culpar os madeirenses pelos ratos na serra? Vejam o antes e o depois do "overtourism".
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