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Nos dias a seguir à derrota de Orbán falei pelo chat com a malta do Madeira Opina e diziam isto, penso que não é inconfidência, "o PSD não ganha, é a oposição que perde". De facto olhando para a Hungria é doloroso. Mas depois disseram outra pior, "já não sabemos se arrastam os pés para perder ou se é incapacidade, estar na política sem responsabilidades é um luxo". Eu entendo que isto pode significar que uns trabalham para ter emprego e outros para enriquecer, a oposição e o PSD, não se pode refutar quando temos dos políticos mais ricos ao fim de 50 anos dos mesmos mas que alguns conseguiram esse "pé de meia" em pouco mais de um mandato.
Desopilando um pouco, que azar não poder ir ao Dubai, mas felizmente existe um sucedâneo e uma chuva que traz pó do deserto. Mata saudades.
Na reviravolta política da Hungria, tornou-se evidente que o verdadeiro motor da mudança, ou da consolidação de rumos, não reside nas redações dos jornais, mas sim na vontade direta e na perceção da Opinião Oública. Embora o jornalismo tente, por norma, moldar a narrativa e servir de filtro aos acontecimentos, o fenómeno húngaro demonstra que os eleitores estão a beber de fontes diferentes e a decidir com base em sentimentos que o jornalismo convencional já não consegue capturar ou influenciar. Deve ser por isso, depois do PSD queimar a reputação do jornalismo local, está agora de vento e popa a controlar as redes sociais, nalgumas formas, usurpando as funções do jornalismo, e estes, dependentes, deixam-se estar.
A opinião pública húngara tem-se movido por valores de identidade, segurança e soberania. Quando o jornalismo falha em ecoar as preocupações reais do cidadão comum, este último desliga-se do "quarto poder" e passa a confiar nos seus próprios instintos e nas redes de influência direta. E tu Madeira, que Opinião Pública e movimentos cívicos tens? 50 anos não são 16!
Quem muda o destino de uma nação nas urnas não é o editorial do jornal de domingo, é a conversa no café, a perceção de bem-estar económico e o sentimento de pertença. Na Hungria, a opinião pública tornou-se uma entidade autónoma. Ela não esperou pela "validação" dos jornalistas para decidir quem é o líder capaz. Aprendeu a ignorar as pressões mediáticas internacionais, mas sobretudo com a comunicação direta entre as esferas políticas e as bases populares que contornam o papel mediador do jornalista.
O caso húngaro serve de lição para o resto da Europa, não sei se a Madeira pertence, estão sempre a mal com todos a olhar para o umbigo. O jornalismo, ao perder a sua ligação com a sensibilidade prática da população, cede o seu lugar de influência. No final do dia, as eleições são decididas pela força orgânica da Opinião Pública, uma força que se provou mais resiliente e determinante do que qualquer manchete de jornal.
Mas quem fala dos verdadeiros interesses da oposição também fala dos verdadeiros interesses do eleitor, arrastado para debaixo da asa durante 50 anos do mesmo poder.
Em democracia, o poder último reside nos cidadãos, se quiserem!
O meu escrito é um crítica à oposição da Madeira. 50 anos ?!?!?!
Na Madeira já houve uma mudança política com a Opinião Pública, pena a falta de juízo de quem ganhou, um partido truculento, foi em São Vicente.
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