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SSM: cuidado, o "Eduarquo" está-vos a enganar.

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O que faz "Eduarquo" numa conferência de imprensa da Easyjet?
A quem serve "Eduarquo", os madeirenses não, certamente!

J

á se suspeitava que Eduardo Jesus era um secretário colocado pela hotelaria para fazer uma política de enchimento massivo dos seus quartos, em vez de governar para a Madeira e os madeirenses. Depois desconfiávamos de que as suas políticas eram à medida de alguns empresários, pondo fim a qualquer critério de sustentabilidade ambiental e de frequência de espaços, a chamada carga. Daí nasceu a rebaldaria da rede viária, dos estacionamentos a terraplanar em espaços verdes, da carestia, da falta de habitação, etc. Depois percebemos que tendo sido "despedido" num primeiro mandato por um oligarca monopolista, percebeu o amor que tinha pelo poder porque encaixava bem com o seu perfil autoritário e perseguidor de pessoas, em que o episódio da ALRAM foi só uma pequena amostra. Os jornalistas lambuzam-no porque ele destrata, não se dão ao respeito. Cada assunto que toca é um desastre e agora, pela fotografia de coadjuvante de companhia área percebemos porque o Subsídio Social de Mobilidade foi feito para companhias aéreas e para ricos que podem adiantar o dinheiro. Como tudo, a agência de comunicação, assessores e afins, deram uma solução típica do Governo Regional, colocar o menino nas mãos da República e lavar as mãos.

A situação atual em torno da mobilidade aérea na Madeira revela-se mais como um exercício de pressão comercial do que propriamente uma crise de conectividade para os residentes. O que está no centro da polémica é a alteração nas regras do subsídio, especificamente a remoção do limite máximo (o "teto") no valor das passagens elegíveis para reembolso.

O fim do escudo comercial

Até agora, a existência de um teto máximo funcionava, na prática, como uma ferramenta de gestão para as companhias aéreas. Esse limite obrigava os passageiros a moldarem o seu comportamento — reservando com meses de antecedência ou escolhendo horários menos convenientes — para garantirem que o valor da passagem não ultrapassava o montante reembolsável.

Com a retirada desta barreira pelo Governo da República, as operadoras perdem a capacidade de "empurrar" o residente para compras antecipadas que garantiam fluxo de caixa e ocupação garantida. A "arma" que lhes foi retirada era o controlo sobre a previsibilidade da procura através do bolso do passageiro.

A "tempestade" e a realidade

As reações públicas de preocupação e as ameaças de rever operações devem ser interpretadas com cautela. Curiosamente, a mudança é positiva para o residente. Deixa de haver uma penalização financeira imediata para quem precisa de viajar de urgência (saúde, família ou trabalho) e encontra preços elevados. O foco passa a ser a continuidade territorial real e não a conveniência dos algoritmos de preços das companhias. A política atrapalha as companhias de lhe sacarem mais dinheiro.

As companhias aéreas terão agora de competir num mercado onde o passageiro residente está mais protegido contra oscilações de preço, o que as obriga a ajustar a oferta de forma mais eficiente e menos "confortável". O desafio é puramente de modelo de negócio para elas, o Governo da República eliminou o "jogo". Portanto, cuidado com as narrativas de "Eduarquo" junto com as companhias. Mostra muito de como "Eduarquo" não está ao lado dos madeirenses e, irritado, junta-se às companhias aéreas contra o Governo da República.

As críticas e o uso de termos agressivos servem apenas para alimentar uma narrativa de instabilidade que, no fundo, não altera o facto da Madeira continuar a ser uma rota estratégica e lucrativa.

Em suma, o que se assiste é ao fim de um sistema que protegia a estratégia comercial das transportadoras em detrimento da flexibilidade dos ilhéus. A mobilidade deve servir quem vive na ilha, e não o contrário. A "tempestade" atual é apenas o ruído de um setor a tentar recuperar um privilégio de mercado que beneficiava o seu rendimento em vez do direito à deslocação dos cidadãos.

O seu a seu dono, o trabalho da oposição colheu no Governo da República e está certo. Querem ver que Montenegro e companhia perceberam que estavam numa cilada do Governo da Madeira para branquear as verdadeiras intenções de "Eduarquo", mas sobretudo arranjar um xinfrim para mais uma vez borrar a péssima governação regional que, só não é mais denunciada, porque tal como Órban na Hungria, a comunicação está toda controlada?.

Quando é que os madeirenses se fazem húngaros?

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