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É impressionante como no Continente ninguém se preocupa com "normas-travão" quando toca a injetar milhões nos passes sociais de Lisboa ou do Porto. Lá, o universo de gente é maior que a população de três Madeiras juntas, mas o dinheiro aparece sempre, num passe de mágica que deixaria o Luís de Matos com inveja. Para nós, que vivemos cercados de água por todos os lados, a "continuidade territorial" parece que é feita de pastilha elástica, estica, estica, mas nunca chega ao destino. Bem falava do Eduarquo sobre a elasticidade do turismo... temos a nossa!
Olha, chegámos a um ponto em que o melhor era mesmo legalizar o roubo aos madeirenses até 10 milhões! Poupavam-nos o trabalho de andar a preencher papelada nos CTT. Acabava-se o "stress" de ver se o bilhete passou um cêntimo do teto máximo. Dávamos o dinheiro por perdido logo à cabeça e os malandros escusavam de andar com o "visto prévio" a chatear o juízo.
Com 10 milhões "folgados", o pessoal cá da ilha até podia fretar um foguetão do Elon Musk para ir do Funchal a Lisboa, que ninguém dizia nada. Sinceramente, ao ritmo que isto vai, mais vale aprendermos a falar espanhol e irmos viver para as Canárias. Lá, ao menos, o subsídio de 75% funciona sem precisar de um curso superior em direito constitucional e três promessas à Nossa Senhora do Monte.
É caso para dizer... ponham a norma-travão no ordenado de quem inventa estas desculpas, que a gente vê logo se a lei não começa a andar depressa!
Desejo aos governantes que fazem isto que aturem os sócios do Marítimo quando voltarem do jogo do Torreense.
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