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A sintonizar estações...

Mudaram os madeirenses com o novo turismo

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Eduardo Jesus não está na inoperacionalidade, não está nos abusos dos turistas, não sente a carestia, não se sente privado de lugares, tem chauffeur e estacionamento gratuito e não se chateia com o trânsito, tem o jornalismo a bajular e só está a dar ordens. Ainda por cima não ganha vencimento de funcionário de hotelaria. Por isso pode ter a teoria toda, mas não acerta uma.

Q

uem lê o MO todos os dias começou a perceber que há poucas semanas para cá existe um indivíduo (M/F) a tentar dourar a pílula do turismo massivo de que a larga maioria está farta mas que não vai parar e é para aumentar. Vão aumentar também os estrangeiros de casas de milhão porque os PDM estão a ser abolidos, alterados ou suspensos, para criar habitações de gente que não se contenta com um palheirinho.

De facto, ter a maioria da população já a barafustar quando o plano deles nem vai a meio é algo de temer. A animosidade está por todo o lado pelo excesso de gente, pelo excesso de carros, pelo custo de vida, pelo destrato de estrangeiros e próprios madeirenses, obcecados que agora vão ganhar tudo de uma vez. A cena da BP da Ponta do Sol, em que carros de rent-a-car bloquearam as bombas porque deixaram-nos lá para ir fazer compras, todos de uma vez, enfureceu e marcou um antes e depois numa zona da ilha. Mas depois o assunto espalhou-se e agora, madeirenses que se sentem insultados porque aos estrangeiros tudo se permite, começaram a passar palavra para não entrar em estabelecimentos "marcados".

Neste mesmo dia que escrevo, vi um acidente na via rápida provocado por um carro de rent-a-car, vi um "chega para" num supermercado, e nesse mesmo vi um carro de rent-a-car bloqueado por carrinhos de supermercado todos com corrente porque o carro estava mal parado e a interferir na circulação. Agora a noite a pensar a conclusão é de que os maus turistas abusadores criaram a imagem total no turismo que chega, porque se fazem notar. A maioria dos madeirenses não gosta da presença de turistas, isto foi um longo caminho em pouco tempo. Portanto quem quis ganhar tudo de uma vez e ainda não parou também mudou de uma vez o comportamento da generalidade dos madeirenses com turistas. Até mesmo aqueles que vivem numa profissão que lhes preste serviços estão assoberbados e a quantidade tirou o prazer da profissão e é uma atitude em série.

Pelos textos que têm chegado ultimamente à publicação no MO, percebe-se que os que abusaram na dose ou lucram perceberam a dimensão do problema e querem de novo subjugar o madeirense à sua narrativa e ditames. Isso não vai acontecer, porque fizeram tudo à louca, em exagero, não quiseram saber de ninguém, o madeirense empregado não ganha mais ou melhor com o turismo, antes, eles encareceram tudo e agora o dinheiro chega para muito menos. Este é o facto da clivagem, tomaram conta da ilha, encareceram tudo, afugentaram o madeirense de lugares da sua terra.

Curiosamente, a ver notícias, vi o pior secretário do turismo de sempre com a mesma cartilha. Querem ver que aparecer todos os dias de página nos jornais já não lhe chega...

O remédio é este, é preciso demitir o secretário, trazer alguém com juízo que modere isto, porque se é para continuar assim e ainda não vamos a meia missa, podem acreditar, pela amostra de hoje que vai correr bem mal!

Tudo isto é um exagero e generalidade do madeirense não concorda e está indignado. É que nós vivemos cá, somos nativos, gente da terra. Assim nasce a xenofobia, por culpa de políticos a mando de empresários que dominam o partido e o governo e que não querem saber dos madeirenses inquinando o governo eleito por eles a governar só para um lado.




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