- https://www.dnoticias.pt/2026/5/28/493597-justica-manda-suspeito-abandonar-a-madeira-apos-agressao-e-roubo-no-funchal/
O
bom turista não procura apenas destinos premiados, cheios de distinções e listas de “imperdíveis”. Muitas vezes, os lugares mais autênticos vivem longe das medalhas, dos rankings e das multidões que seguem os mesmos roteiros. Há uma diferença entre visitar um espaço famoso e realmente conhecer um lugar. Quem viaja com curiosidade genuína prefere descobrir ruas tranquilas, cafés discretos e conversas espontâneas, em vez de apenas acumular fotografias em cenários já transformados em vitrinas turísticas. Eu sou um desses, não vou para onde vai a "manada". Reparem num pormenor, somos uma ilha limitada, já viram o potencial de escolher o turismo que se quer e vivermos todos bem e em sustentabilidade? Sabem de outra melhor, estávamos exatamente assim, mas depois deu a ganancia, uma doença que enlouquece e que coloca os mais vaidosos a cometer os erros.
Quando um destino fica atulhado de prémios e reconhecimento, corre o risco de perder parte da sua identidade. Os habitantes adaptam-se ao olhar do visitante, os preços sobem e os costumes tornam-se espetáculo. O turista atento percebe isso e procura experiências mais humanas, onde ainda exista vida local verdadeira. Não se trata de rejeitar locais conhecidos, mas de evitar a superficialidade de um turismo que consome lugares como produtos rápidos e descartáveis. Estamos nesse registo e a perder o nosso melhor crédito. Precisamos de pessoas conscientes e lúcidas disto para governar.
Viajar bem exige sensibilidade e respeito. O bom turista valoriza a cultura, a história e o ritmo próprio de cada região, sem a necessidade constante de confirmar se aquele sítio ganhou uma medalha internacional ou apareceu nas redes sociais. Afinal, as melhores memórias raramente nascem dos lugares mais famosos; surgem, quase sempre, dos momentos simples e inesperados que não cabem em prémios nem em classificações.
Vejam o turismo que atraímos, antes da Covid ouviam todos os dias loucuras, baridades, mortos e perdidos dos turistas? Estamos a mudar radicalmente a sociedade com gente em permanência que nos absorve a forma de viver. Eles são muitos mais, deixou-se de ouvir maioritariamente madeirense na rua...
Nota: peço aos profissionais de turismo que estão nas recepções dos hotéis que comecem a narrar o que as unidades hoteleiras vivem constantemente. A população deve saber a qualidade do turismo que Eduardo Jesus trouxe.
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