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A sintonizar estações...

O problema da Festa da Flor é o João egídio se ter reformado.

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  • https://www.dnoticias.pt/2026/5/8/491263-por-favor-fechem-a-pauperrima-exposicao-da-flor-apela-raimundo-quintal/

... como só entram doutores tachistas, está a imagem verdadeira.

É

 gritante a diferença entre a propaganda e a realidade. Enquanto o Secretário Eduardo Jesus se espraia em quatro páginas de autoelogio e fotos "inchadas" no Diário, quem conhece a Madeira e ama a nossa identidade, como Raimundo Quintal, olha para a Praça da Restauração e sente vergonha.

A Festa da Flor nasceu para ser um evento singular, uma ode à nossa identidade e à fertilidade da nossa terra. Era para ser o nosso maior cartão-de-visita, algo que a concorrência não pudesse copiar. Mas o que temos hoje é a vitória da vulgaridade sobre a excelência. Os problema é que não sei se somos originais ou cópia diferenciadora, mas o que sei é que onde há flores os cortejos batem-nos e os tapetes religiosos são fantásticos

No domingo preparem-se, o inchado, os assessores da secretaria e do órgão vão dar show de tecidos e plásticos onde Eduarqo será figura central, muito à frente das flores, ocupando todo o espaço visual com um ego que parece não caber na ilha. É a política do "parecer" em vez do "ser". É o brilho de estúdio pago com o nosso dinheiro para esconder o que está à vista de todos.

Enquanto o Secretário posa para as câmaras, vozes respeitadas como a de Raimundo Quintal lançam o grito de alerta, a exposição na Praça da Restauração é paupérrima. É indigna da Madeira. É um desrespeito para com os nossos floricultores e para com quem nos visita à procura da "Pérola do Atlântico" e encontra um arranjo batido e sem alma.

O problema é este, não apoiam floricultores, não têm gente capaz para o evento, não têm produção porque o resto do ano é para obras e "rendimentos". Onde está a singularidade? Transformaram um evento de prestígio num produto de série B. Trocaram a arte floral pela quantidade desenfreada e sem critério. Mais uma vez a quantidade. Gastam-se fortunas em propaganda pessoal enquanto o evento real definha.

Se temos uma Festa da Flor, é para sermos os melhores do mundo, não para sermos "mais uns". A concorrência agradece a nossa falta de brio e a catadupa de turistas que não são tontos vão espalhar a "má nova". O turista, esse que o Secretário tanto quer proteger na teoria, chega aqui e vê a pobreza do que é oferecido na prática. A Madeira não é um cenário para fotos de políticos inchados. A Madeira é a terra da flor, e a flor merece respeito, não este triste espetáculo de mediocridade embrulhado pelo papel de jornal.

Para a maioria do turismo que estamos a trazer para a Madeira, era melhor extinguir a Festa da Flor e organizar uma festa de uma bebida sempre diferente todos os fins de semana, o Dário e o Sousa ficariam radiantes, acabariam as críticas à Festa da Flor, as tascas sem factura ficariam radiantes, os amigos do poder enriqueciam, sem mais nem menos... se a vida te dá limões, faz uma limonada. Se faltou o João Egídio, é por os bêbados-tachistas a trabalhar nalguma coisa que gostem.

O problema da secretaria é igual ao da RTP-M há uns tempos, não prepararam quadros para substituir gente de valor que faz toda a difereça.

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