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Assim de arranque a prioridade e dimensão dos destaques são para o Governo que paga o Mediaram, em segundo as iniciativas parlamentares do PSD (que até almoça semanalmente com jornalistas para instruir), finalmente o partido. Mas depois há uma agenda para destacar e que sempre a rodar, destacam pessoas do regime ou da oposição que ajudam o win-win entre eles a se manter. Há até instituições ou gente com página páginas fixas, a APRAM, o Eduardo Jesus, etc.
Mas depois, o grande caudal ainda não é para a oposição, é para o entretenimento que é ocupado por eventos, desporto, destaques "ornamentais", figurinhas, os negócios do regime, gente com mais destaque do que qualquer membro da oposição.
Pelo meio disto temos o plano inclinado, o tempo destinado, quem se convida para o debate para não deixar falar, a hora em que passa, tarde, em horas de menos visibilidade, no fim do telejornal depois de muitas prioridades, na página da esquerda, bem minúsculo e telegráfico para retirar importância e parecer um pequeno anúncio. Quando é impossível maquilhar, aparece a notícia com uma lambada ao lado para desacreditar, ridicularizar ou dizer que chegam atrasados.
A oposição é sempre composta por maltrapilhos. E eles merecem este tratamento? Você espera que eu diga não, mas eu digo sim, Porque há 50 anos que fazem isto, com mais ou menos vigor, e a oposição continua sem objectivos a viver da "segunda democracia", estar na oposição a ganhar o seu porque não dá trabalho nem chatices.
Como sou sonhador, eu gostaria de ver alguém na oposição esclarecido e pujante como Zelensky na guerra, como Mark Carney do Canadá que quando o destrataram arrumou o arrogante, impressionante... mas como o Chega que soube domar a comunicação social indo ela agora atrás do encantamento dos seus pageviews. Mas também como o Papa Leão, firme, ou Obama que não sai da popularidade, com a lucidez Alexander Stubb, Presidente da Finlândia, a sagacidade de Meloni, ainda há gente que não é molusco. Perdoem-me dos que me esqueci, mas temos que voltar ao tema.
O PS Madeira está como está porque é surdo (nunca deveria ter saído da rua certa), teimoso, sempre com os mesmos (não inova)... etc. Hoje estiveram bem, e para os rácios de pluralidade o DN fez a cobertura e deu razão, mas fechou a notícia num fact-check para menos gente saber que trabalhou, beneficiou e trabalha.
A comunicação social da Madeira doseia ardilosamente a visibilidade da oposição, é parecida com aqueles debates ao molho em que ninguém passa mensagem para logo a seguir ter um programa infinito a debater futebol.
A piada disto, eu ainda não tenho a experiência, é que o meu amigo disse que quem os avisa é mal visto e destratado. Se há 50 anos que andam nisto, é que querem mesmo assim. Será?
Também pensei o seguinte, uma pessoa comum é como se estivesse num programa infinito da bola, tem a sua palavra livremente, quer dizer, com a popularidade que tem o ex Correio da Madeira, agora Madeira Opina, eu tenho mais tempo de antena do que os partidos da oposição? Deve ser para não parecer mal dentro da bolha mental que consomem estabelecido pelo poder.
Portanto, paz à sua alma. Mas para ser critica construtiva, deixo a conclusão do DN, que deverá ser mais lida no Madeira Opina:
- https://www.dnoticias.pt/2026/5/6/490993-celia-pessegueiro-ajudou-os-agricultores-quando-liderava-a-ponta-do-sol/
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