- https://expresso.pt/politica/2026-05-19-ps-lidera-intencoes-de-voto-e-carneiro-e-visto-como-melhor-primeiro-ministro-e78a468b
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O PS capitaliza claramente o desgaste do atual xadrez político, apresentando-se aos olhos dos portugueses como uma força de estabilidade e um contrapeso institucional necessário face a dinâmicas governativas mais imprevisíveis. Quer dizer, os populistas do Chega daqui a pouco já falarão à Esquerda desde que dê votos.
O gatilho para esta inversão de tendências prende-se, de forma evidente, com a perceção de uma agressão aos direitos laborais e com as tentativas de forçar alterações profundas à lei do trabalho sem o devido consenso dos parceiros sociais. A aprovação de propostas de revisão laboral em Conselho de Ministros, à revelia do acordo na Concertação Social, funciona como um sinal de alerta para a classe trabalhadora. Historicamente, sempre que as franjas mais vulneráveis ou a classe média sentem que a segurança e a dignidade do seu emprego estão sob ameaça, o voto de protesto ou de refúgio canaliza-se para quem promete blindar o Estado Social e travar o ímpeto desregulador da Direita.
Só não sei porque arriscam, às vezes dá mesmo para o torto.
A somar a isto, o debate em torno de mexidas estruturais e de propostas de revisão constitucional que não foram validadas ou sufragadas em eleições gera um profundo mal-estar cívico. Quando os cidadãos percebem que regras fundamentais do jogo democrático ou equilíbrios institucionais, como os que envolvem o Tribunal Constitucional, correm o risco de ser desfigurados sem o devido escrutínio popular, a reação natural é penalizar quem governa.
O povo prefere a prudência e a segurança jurídica da Esquerda à pressa ideológica, provando que a pressões sobre o mundo do trabalho e o património constitucional continuam a ser linhas vermelhas que os eleitores não hesitam em defender nas urnas.
É pena que uns estraviados do juízo, que confundem tudo em política, achem que só existe a Esquerda de Maduro e não a Esquerda do Estado Social que os recebe. Se fugiram, não estraguem a nova casa.
Só há um problema, continuarão a ter Direita pela soma, e o PSD é uma geração de Chegas. O mundo não está flor que se cheire, é bom olhar à volta e jogar seguro.
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